De acordo com o historiador francês Max Gallo, “há cerca de duzentos anos que os cartazes têm sido exibidos em locais públicos por todo o mundo. Dotados de grande impacto visual, os cartazes foram desenhados para atrair a atenção dos transeuntes, tornando-nos conscientes de um determinado ponto de vista político, seduzindo-nos para assistir a um acontecimento específico ou encorajando-nos a adquirir um determinado serviço ou produto. Contudo, o cartaz moderno tal como o conhecemos, surgiu cerca de 1870 quando a indústria das artes gráficas aperfeiçoou a litografia colorida, tornando a impressão colorida em grandes tiragens, possível e economicamente acessível.” (1)
O cartaz hoje
Nos dias de hoje, a acessibilidade maciça a meios informáticos torna cada vez mais simples a possibilidade de criar e imprimir cartazes. No entanto, o cartaz, devido a essa mesma disponibilidade tecnológica, tem vindo a perder terreno relativamente a outros meios de divulgação de natureza gráfica; primeiro a televisão e agora a internet. A cartaz, contudo, mantém ainda uma certa aura de magia e é insubstituível em muitas circunstâncias como meio de divulgação acessível e simples, um meio ao qual muitos designers talentosos da era informática ainda dedicam o seu esforço criativo. Para um texto mais aprofundado sobre a cronologia histórica do cartaz, ler: O Cartaz; Cronologia Histórica Resumida.
Os géneros e as finalidades
Podemos definir quatro grandes áreas de acção quanto à finalidade dos cartazes; Comercial, Ideológica, Divulgação de eventos e Informativa. Esta divisão não é contudo estanque. Um cartaz que publicita um concerto, por exemplo, poderá não ser apenas um cartaz de divulgação de um evento; é também um cartaz comercial se o ingresso não for gratuito… Deste modo devemos falar, na maior parte dos casos, em cartazes maioritariamente deste ou daquele género e não unicamente de um só género. Assim, um cartaz comercial engloba os cartazes publicitários que informam e incitam à compra de um bem ou serviço.
© Alphonse Mucha, Nestlé. S.d. © Collin J.-Máq barbear Philips. 1955 © Willem Gispen-Lâmpadas Giso. 1928
Um cartaz ideológico pode também englobar muitos casos diferentes; desde um cartaz de propaganda política até aos cartazes de sensibilização cívica, passando pelos cartazes motivacionais. Pretende-se com estes cartazes levar o destinatário a modificar ou acentuar padrões de comportamento e atitudes, podendo as intenções dos seus promotores ser as mais variadas (da bem intencionada consciencialização até à não-tão-bem intencionada manipulação).
Anónimo(?) Proíbam os movimentos nazis! S.d. © Jean Carlu, Production. 1941
Um cartaz de divulgação de eventos, tal como o nome indica, anuncia que um determinado evento, cultural, científico, desportivo ou outro, irá ocorrer num determinado lugar a uma determinada data/hora, convidando o espectador a assistir e a participar nele.
© José Maria Olbricht, Asilo de artistas em Darmstad. 1901 © Reza Abedini, Bridge. 2007
O cartaz informativo destina-se maioritariamente a divulgar informação válida para um período de tempo longo; Pode ter como tema as instruções de preenchimento de um impresso, os procedimentos de funcionamento de um determinado objecto ou a explicação de uma orientação geográfica ou sinalética.
Autor desconhecido, Reconhecimento de Aeronaves. 1916
Texto: © António Marques/ Sala17
Lista de designers gráficos (forçosamente incompleta) que desenvolveram trabalho na área do cartaz (1)
- Albert Guillaume (1873–1942)
- Alfonse Mucha (1860–1939)
- Achille Mauzan (1883–1952)
- Adolphe Mouron Cassandre (1901–1968)
- Angelo Cesselon (1922–1992)
- David Lance Goines (1945–present)
- Eugène Grasset (1845–1917)
- Firmin Bouisset (1859–1925)
- Gino Boccasile (1901–1952)
- Henri de Toulouse-Lautrec (1864–1901)
- Jean Carlu (1900–1997)
- Jean Michel Folon (1934–2005)
- John Gilroy (1898–1985)
- Jules Chéret (1836–1932)
- Leonetto Cappiello (1875–1942)
- Paul Colin (1892–1985)
- Privat Livemont (1861–1936)
- Raymond Savignac (1907–2002)
- Róbert Berény (1887–1954)
- Sándor Bortnyik (1893–1976)
- István Irsai (1896–1968)
- Tadeusz Gronowski (1894–1990)
- Théophile Steinlen (1859–1923)
- Tom Eckersley (1914–1995)
- Frank Newbould (1887–1951)
Designers gráficos contemporâneos
- André François
- Beautiful Angle
- David Tartakover
- Dóra Keresztes
- Echo Chernik
- István Orosz
- Mehdi Saeedi
- Jan Sawka
- Jim Fitzpatrick
- Michael Byrne
- Milton Glaser
- Jean Michel Folon
- Paul Ford
- Rafal Olbinski
- Reza Abedini
- Mark Young
- Seymour Chwast
- Shepard Fairey
- Shigeo Fukuda
- Stanley Mouse
- Warren Dayton
- Wang Xu
- Wieslaw Rosocha
- Wiktor Sadowski
- Syd Brak
- Favianna Rodrigues
- David Plunkert
(1) – Fonte: Wikipédia










































Publicado em25/02/2011
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