Gao Xingjian (1940-) “Depois do Dilúvio”

“Depois do Dilúvio”, mostra obras de Gao Xingjian desde o início dos anos 80 até à actualidade num total de 78 obras plásticas, acrescidas de dois filmes.

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© Gao Xingjian

Recorrendo à técnica da tinta da china sobre papel e tinta da china sobre tela, a subtil diferença entre a abstracção e afiguração molda a exposição, ao mesmo tempo que as reflexões poéticas e estéticas do artista em torno dos sentimentos humanos, constituem o elo de ligação entre as salas que oferecem uma complexa visão intimista da expressão artística de Gao Xingjian.

Nas palavras da especialista em arte contemporânea, Montse Badía, “todas as obras de Gao respondem a uma única visão: a do destino do homem, da essência da existência humana”. Segundo o próprio artista, “podemos fugir da tirania política, mas nunca podemos fugir de nós próprios”.

Nascido na China, em 1940, Gao Xingjian é considerado um pioneiro das artes e da literatura de vanguarda no seu país. Publicou a sua primeira peça de teatro, “Absolute Signal”, em 1982. Em 2000 ganhou o Prémio Nobel da Literatura. Passando agilmente do pequeno ao grande formato, mestre da técnica ancestral da tinta da china, Xingjian é um dos raros artistas a quem se pode atribuir, em simultâneo, os títulos de romancista, ensaísta, dramaturgo, encenador e pintor.”

Em exposição até dia 27 de Setembro no Sintra Museu de Arte Moderna Colecção Berardo, Sintra.

Entrada gratuita

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