Jackson Pollock (1912-1956)

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Sobre Jackson Pollock, vale a pena transcrever o excerto dedicado à Pintura Gestual (Action Painting) por H. W. Janson no livro História da Arte, edição da Fundação Calouste Gulbenkian:

“Se Gorky tivesse vivido até à década de 1950, certamente teria sido a figura central do Expressionismo Abstracto. O seu principal herdeiro foi Jackson Pollock que em 1950 pintou o quadro, enorme e original, intitulado #1, entornando e esparrinhando as tintas, em vez de aplicá-las com o pincel. O resultado, especialmente quando visto de perto, lembra tanto Kandinsky como Max Ernst. O Expressionismo Não-Figurativo de Kandinsky e a exploração surrealista dos efeitos do acaso foram de facto as principais fontes da obra de Pollock, mas não chegam para explicar a sua técnica revolucionária, nem o apelo emocional da sua arte. Porque teria Pollock “atirado uma lata de tinta à cara do público” (como Ruskin acusara Whistler de ter feito)? Com certeza não foi para ser mais abstracto que os seus predecessores, porque a rígida disciplina implícita na abstracção foi exactamente o que Pollock pôs de lado quando começou a espargir as tintas sem pincel. Talvez seja mais plausível admitir que ele passou a considerar a tinta, não como substância passiva, manipulável à vontade do artista, mas antes como uma fonte de energia acumulada que ele podia libertar.

As formas visíveis são em grande parte determinadas pela dinâmica interior do material e da técnica: a viscosidade da tinta, a velocidade e a direcção do seu impacto na tela e a acção recíproca das várias camadas de pigmento. O resultado é uma superfície tão viva, tão rica sensorialmente, que toda a pintura anterior parece pálida à vista dela. Mas, ao libertar as forças da tinta, dando-lhes um impulso próprio – ou se preferirmos, “atirando-as para a tela” em vez de “levá-las” na ponta do pincel – Pollock não as “larga da mão”, simplesmente deixando o resto ao acaso. É, ele próprio, a última fonte de energia destas forças e dirige-as como um “cow-boy” domina um cavalo selvagem, num frenesim de acção psicofísica. Nem sempre se aguenta na sela, mas a euforia desta competição, que põe à prova cada fibra do seu ser, vale bem o risco. A nossa comparação, embora tosca, aponta a principal diferença entre Pollock e os seus antecessores:a sua total entrega ao acto de pintar. Daí a sua preferência por telas de grandes proporções, que proporcionam um “campo de batalha” suficientemente grande para ele poder pintar não apenas com os braços, mas com o movimento de todo o corpo.(…)


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Jackson Pollock, nº 8 – detalhe, Óleo sobre tela, 1949

“Jackson Pollock is often remembered as a pioneer of Abstract Expressionism alongside fellow artist, Mark Rothko. Before his association with this movement, he was already making waves in the New York art world. At the Museum of Modern Art (MoMA) in New York City, Jackson Pollock’s work was shown in his third solo show from May 2 to June 3, 1944. This exhibition was part of Peggy Guggenheim’s “Art of this Century” exhibit called “Spring Salon for Abstract and Surrealist Artists (Under Forty).” This event prompted Clement Greenberg to describe Pollock as the “most original contemporary easel painter under forty.”

Paul Jackson Pollock was born on January 28, 1912, in Cody, Wyoming. He studied art under a theosophist artist while in high school in Los Angeles. At the age of 28, he joined the Art Students League in New York City after following his brother there. His early training included 2.5 years under the guidance of painter, Thomas Hart Benton. Pollock’s genius in painting was controversial over his short lifetime. In the 1940s, he created many drawings and mixed media pieces. A sizeable collection of drawings and paintings by Pollock are permanently housed in the Peggy Guggenheim Collection in Venice, Italy.

One example in the P. Guggenheim Collection in Venice is the oil on canvas – “The Moon Woman” (1942). Pollock uses a combination of brilliantly contrasting colors, lines, and shapes, including abstract and geometric forms. “The Moon Woman” reflects the influence of Cubism (ala Jean Miro and Pablo Picasso) and Surrealism. His works by the 1940s also reflected his investigation of the inner realms of the human psyche and the themes of the mythical, spiritual, and occult. In “Tondo” (1948), composed of oil and enamel on metal, Pollock follows the tradition of Caravaggio and the Florentine Renaissance painters with a beautiful circular painting. In “No. 5” (1948), Pollock’s masterpiece of Abstract Expressionism combines a balanced composition of paint splatters in many colors. This work became the most valuable piece of art in the world when it sold for $140,000,000 in 2006.

Pollock met an early end due to alcoholism. On August, 11, 1956, he was driving a car while intoxicated with alcohol and crashed his personal vehicle near his home. This accident resulted in his death and the death of a passenger. A third passenger survived. His wife, Lee Krasner, was also an artist who managed his interests after his death. Together, this husband and wife team represented the attempt in the mid-20th century to help artists break free from traditional art styles and customs. Fonte: ArtHistory.net

Para “fazer” um Jackson Pollock: http://www.manetas.com/pollock/

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