Plano de Trabalho e Pesquisa da Bruna Lucas para a OA12 UT11 2009/2010 “Projecto Artístico Individual”

Bruna Lucas nº3 12ºN

Para o projecto artístico individual a desenvolver neste período optei por explorar como área temática predominante a expressão pessoal, ou seja, pretendo que o meu trabalho expresse a minha visão pessoal, lírica e emocional de um determinado tema, neste caso da zona da vila de Sintra.

Após o Brainstorming cheguei a algumas frases-chave que sintetizam o meu trabalho e as quais posteriormente utilizei para chegar a uma questão central a que o meu trabalho irá responder.

Frases-chave, realizadas a partir de alguns conceitos e palavras-chave:

  • Unir a criatividade com a divulgação de informação;
  • Reformular a divulgação de informação através da criatividade e interpretação pessoal.
  • Informação com um cariz concreto, criativo e pessoal.

Após a realização destas frases cheguei a uma questão central, esta na minha opinião resume sucintamente o meu trabalho e é um problema a que espero que o meu trabalho consiga responder.

Questão central:

  • Como poderei inovar um guia da zona de Sintra, através da execução de diversas técnicas artísticas, conferindo-lhe um cariz mais criativo e pessoal?

Antevendo o meu produto final pretendo realizar uma espécie de guia da zona da vila de Sintra onde a sua característica predominante seja um lado mais artístico e não tanto informativo. Pretendo que o meu guia exprima a minha visão sobre a zona a explorar e não uma informação meramente de carácter e interesse turístico.

Pretendo que a minha interpretação pessoal sobre a vila de Sintra fique retratada sob a forma de desenho, fotografia e texto, e que claramente qualquer possível leitor fique com uma ideia geral da zona e mais particularmente as minhas razões pessoais para uma futura visita a um determinado local.

O principal objectivo pelo qual escolhi fazer este trabalho deve-se ao facto de durante estes últimos três anos ter passado muito tempo em Sintra e ainda assim sentir que ainda me falta conhecer muita coisa e também porque me parece que será uma boa forma de unir esta curiosidade por descobrir e partilhar uma Vila de Sintra mais intimista com tudo aquilo que temos vindo a aprender e a desenvolver em termos técnicos.

Plano de Trabalho

Para a execução do Projecto Artístico defini alguns objectivos, os quais pretendo alcançar com o trabalho, tais como:

  • Realizar um projecto onde estejam compiladas imagens executadas segundo variadas técnicas artísticas, entre elas, algumas exploradas ao longo deste ano lectivo nesta disciplina (fotografia, colagens, tratamento de imagem digital, técnica de aguarela), outras já apreendidas anteriormente (lápis de cor, grafite, carvão, tinta da china, caneta);
  • Transmitir uma visão praticamente pessoal da zona da Vila de Sintra onde para além de um lado meramente de interesse turístico transpareça a minha opinião sobre determinado monumento ou zona específica;
  • Para além da minha visão pessoal pretendo também com este trabalho chamar à atenção a diversos aspectos e pormenores que normalmente não são notados ou que normalmente estão mais esquecidos, assim, pretendo mostrar e explorar um lado mais intimista de Sintra e não só o seu lado turístico;

Como percurso para a execução deste projecto pretendo primeiramente realizar alguma pesquisa sobre os locais mais emblemáticos de Sintra e consultar alguns guias turísticos, ou seja, pretendo pesquisar algumas soluções análogas onde me possa inspirar ou basear para a execução do projecto.

Seguidamente pretendo fazer algum trabalho de “campo”, ou seja, para a execução propriamente dita do trabalho quero começar pela parte fotográfica, depois irei passar para a parte de desenho, posteriormente irei fazer o tratamento de imagem e toda a parte que envolva um lado mais informático, esta última parte será essencialmente trabalho feito em aula.

Quanto ao desenho quero fazer desenho de observação, alguns registos serão de características mais realistas outros terão um carácter mais subjectivo e expressivo. Também acontece esta situação de dualidade entre o realismo e um lado mais expressivo e pessoal nas fotografias e no seu tratamento.

Dito isto o percurso que irei seguir será:

  • Pesquisa;
  • Organização de ideias e pesquisa (definição de todo o projecto desde o número de páginas e imagens necessárias, texto, zonas a retratar);
  • Parte fotográfica e tratamento de imagem;
  • Desenho (de observação, alguns registos serão realizados em observação directa outros terão que ser executados a partir de fotografias para que possa ter algum trabalho de desenho durante as aulas) e colagem;
  • Parte escrita (textos pequenos que acompanhem as imagens e desenhos);
  • Organização final de todo o trabalho.

Quanto à calendarização esta será meramente indicadora pois terei que adaptar sempre o trabalho e as tarefas a realizar consoante diversas condicionantes, entre elas os pontos de situações obrigatórios.

Abril
12C Ponto de situação
13* Brainstorming
14 Brainstorming
19 Brainstorming
20* Realização da introdução e plano de trabalho
21A Introdução e plano de trabalho (entrega)
26 Pesquisa
27* Organização dos dados pesquisados
28B Pesquisa (entrega)
Maio
3 Definição do projecto final
4* Definição do projecto final e inicio da execução do projecto
5 Inicio da execução do produto final (fotografias e tratamento de imagem)
10C Ponto de situação
11* Fotografia e tratamento de imagem e inicio da parte do desenho
12 Desenho e fotografia
17 Desenho e colagem
18* Desenho
19 Desenho e parte escrita
24 Desenho, fotografia e parte escrita (últimos ajustes)
25* Organização final do trabalho
26D Produto final
31E MDJ e Relatório crítico

Quanto ao modo de apresentação do trabalho ainda não tenho a certeza mas em princípio vou seguir a indicação do professor de em vez de fazer um livro, o que me iria limitar em termos de tamanho, utilizar como que a planificação que se costuma fazer dos livros onde temos uma folha grande com por exemplo duas das páginas do livro pretendido em princípio será assim que irei apresentar o trabalho, como se se tratasse de uma “planificação” de um livro. Inicialmente tinha pensado passar o trabalho para um suporte digital visto que tenho muitas fotografias para imprimir mas ainda não tenho a certeza de qual será a melhor maneira de apresentar o trabalho terei que decidir isto quando tiver mesmo a certeza de todas as imagens que vou utilizar e só ai poderei ver se realmente será mais vantajoso trabalhar em suporte digital ou manualmente.

Após a escolha do produto final que iremos desenvolver, para o Projecto Artístico Individual, a execução de um Brainstorming onde podemos definir os nossos objectivos finais e a questão central à qual pretendemos que o nosso projecto seja a resposta e à formulação de um percurso para a execução do projecto chegámos à fase onde é necessário fazer alguma pesquisa na procura de informações que possivelmente iremos necessitar para explorar no nosso trabalho como a busca por soluções análogas ou produtos já realizados onde nos possamos basear ou inspirar para o nosso projecto.

Seguidamente irei documentar alguma da pesquisa que tenho vindo a realizar em busca de informações sobre: a Vila de Sintra e algumas obras/imagens que sejam expressivas, ou seja, expressem claramente a visão do artista (pintor, fotografo) sobre um determinado assunto.

Com a pesquisa sobre a vila de Sintra pretendo recolher o máximo de informações que futuramente irei utilizar no meu “guia turístico” e com as imagens expressivas pretendo mostrar algumas técnicas que pretendo realizar no meu trabalho e alguns pontos de vista dos artistas que gostaria de explorar e alcançar no meu projecto.

Para um melhor entendimento da minha pesquisa decidi dividi-la, como já foi referido anteriormente, em dois subtemas de pesquisa, primeiro a Vila de Sintra (interesse turístico e pesquisa mais teórica) e depois imagens que sejam a expressão pessoal de um artista. Também com o objectivo de facilitar a consulta da minha pesquisa optei por tentar fazer tópicos centrais e depois os textos recolhidos ou imagens e as minhas considerações

Vila de Sintra (pesquisa de contexto teórico)

Primeiramente irei começar por explorar a parte da minha pesquisa sobre a vila de Sintra. Assim, irei apresentar alguns textos que recolhi da Internet e tecer algumas considerações sobre os mesmos. Esta primeira parte de pesquisa serve essencialmente para eu decidir o que quero explorar da Vila de Sintra.

  • Pesquisa sobre o espaço da Vila de Sintra

Para este lado da pesquisa encontrei na Internet alguns mapas que me pareceram bons para ficar a conhecer melhor a zona que envolve a Vila de Sintra. (mapas em anexo)

“A vila de Sintra, nomeada Património Mundial pela UNESCO devido à grande quantidade de monumentos de interesse histórico-artístico, apresenta-se perante nós com um passado cheio de história. Perfeitamente integrados à natureza dessa nomeação, as infra-estruturas turísticas guardam um grande respeito pelo ecossistema. Desde a cidade se estende a Serra de Sintra que chega até ao Cabo da Roca, extremo ocidental de Portugal.”

História

“As suas origens remontam-se em tempos pré-históricos, na zona encontraram-se importantes restos pertencentes ao Neolítico Final. Do século II a.C. ao século VI o território esteve ocupado pelos romanos. Já no ano de 30 a.C. Sintra gozava do estatuto do Município Romano. Também se estabeleceram aqui os Suevos e os Godos.

Durante a época da dominação árabe a população vive uma época de esplendor graças a sua influência como um dos principais centros abastecedores e de apoio defensivo de Lisboa.

No ano de 1147 D. Afonso Henriques conquista a população e no ano de 1154 concede-lhe a Carta Foral.

Durante a Idade Média, sobre os restos do Palácio árabe construiu-se um Palácio Real que serviu como residência de descanso e veraneio da monarquia.

A finais do século XVIII e do século XIX a implantação do Romantismo por parte do Rei D. Fernando II atrai a um grande número de visitantes, convertendo-se em um centro cultural único.

No século XX converte-se num lugar de veraneio da aristocracia, das classes mais prudentes e de artistas de todos os âmbitos. Foi declarado Património Mundial pela UNESCO em Dezembro de 1995.

Hoje em dia além de desfrutar da perfeita combinação entre uma natureza prodigiosa e um legado monumental e histórico único, Sintra também conta com importantes infra-estruturas turísticas e de lazer.”

Passeio turístico

Castelo dos Mouros encontra-se situado a 3 km do centro da cidade na Estrada da Pena, num dos cumes da Serra de Sintra, lugar desde o qual se tem uma excelente vista. Foi construído por árabes do século VIII e IX, e está rodeado de muralhas e diversas torres. Foi conquistado por D. Afonso Henriques no ano de 1147, quem mandou construir nos seus arredores a primeira capela cristã do município, dedicada a São Pedro.

Igreja de Santa Maria e Necrópole Medieval A Igreja de Santa Maria foi mandada construir por D. Afonso Henriques no século XII. É considerado um dos monumentos góticos mais interessantes de Sintra e encontra-se na estrada que acede ao Castelo. Nas suas origens era um templo medieval que sofreu numerosas alterações no decorrer da sua história, especialmente no final do século XIII e princípios do XIV. O seu interior é de três naves de diferentes alturas rematadas por uma abside poligonal. Destaca na sua capela-mor uma escultura da Imaculada Conceição do século XVII, realizada em madeira policromada. Nos arredores da igreja, no ano de 1982, realizou-se a escavação arqueológica de parte da Necrópole Medieval da igreja. Foram descobertas numerosas sepulturas datadas nos séculos XV, XVI e XVIII, fragmentos cerâmicos medievais e diferentes objectos religiosos.

Igreja de São Martinho A Igreja de São Martinho situada no centro histórico da cidade, na Praça da Republica. É uma igreja de origem românica, século XII, que foi substituída por um templo gótico no reinado de D. Dinis. Foi arrasada durante o terramoto do ano 1755 e reconstruída no final do século XVIII. Conserva das suas origens a estrutura gótica da capela-mor e três tábuas de pintura portuguesa de meados do século XVI, S. Martinho e o pobre, S. Pedro e Santo António, atribuídas ao mestre S. Quintino.

Palácio Nacional de Sintra O Palácio Nacional de Sintra, conhecido popularmente como Palácio da Vila, situa-se na Vila Velha da cidade, no Largo Rainha D. Amélia. É hoje em dia o único palácio real medieval português e distingue-se claramente pelas duas chaminés que sobressaem da sua estrutura. Destacam-se no seu interior uma excelente colecção de azulejos, diferentes salas, pátios, etc. E sobretudo o Jardim da Preta, com acesso desde o interior do Palácio, no qual se encontra a estátua de barro em tamanho natural que representa uma das capelas mais bonitas de Sintra, a Capela do Espírito Santo. Considerado Monumento Nacional.

Museu do Brinquedo O Museu do Brinquedo situa-se na rua Visconde de Monserrate, no centro histórico de Sintra, ocupando as antigas instalações dos Bombeiros Voluntários de Sintra. Possui uma colecção realizada durante mais de 50 anos por João Arboés Moreira de mais de 20.0000 brinquedos.

Palácio Valenças O Palácio Valenças foi construído no século XIX pelo arquitecto italiano Giuseppe Cinatti e encontra-se situado na Rua Visconde de Monserrate, muito perto do Museu do Brinquedo. Actualmente é a sede da Biblioteca Municipal de Sintra.

Paços do Concelho O Edifício dos Paços do Concelho situa-se na entrada da Volta do Duche, entre a Vila Velha e o bairro novo. A sua construção foi iniciada no ano de 1906 e finalizada no ano de 1909. Destaca na sua fachada as janelas em estilo manuelino e uma impressionante torre terminada em ameias com uma cobertura piramidal revestida por azulejos que representam a Cruz de Cristo e o Escudo Pátrio. É sede da Câmara Municipal de Sintra.

Museu de Arte Moderna O Museu de Arte Moderna de Sintra situa-se num edifício de princípios do século XX, na Avenida Heliodoro Salgado. No seu interior alberga uma importante colecção de arte contemporânea considerada essencial para conhecer a história da arte internacional, destacando a Colecção Berardo que inclui obras de pintura e escultura de diferentes artistas, desde 1945 até os nossos dias.

Palácio e Parque da Pena O Palácio da Pena foi mandado construir por D. Fernando II no ano de 1840 sobre as ruínas do antigo Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, do século XVI. Encontra-se situado num dos cumes da Serra de Sintra. Representa uma mistura dos estilos exóticos e medievais, e constitui um dos maiores exemplos de arquitectura portuguesa do romantismo. (…) Todo o palácio está rodeado por um formoso parque e conta com um excelente miradouro desde o qual se obtém uma maravilhosa vista.

Palácio de Seteais O Palácio de Seteais situa-se a um quilómetro do centro histórico da vila em direcção ao Cabo da Roca, na Rua Barbosa du Bocage. Trata-se de um edifício neoclássico que foi mandado construir por Daniel Gildemeester, cônsul da Holanda em Portugal. (…)

Palácio e Parque de Monserrate O Palácio de Monserrate foi mandado construir por Francis Cook, visconde de Monserrate, ao arquitecto James Knowles no ano de 1858. É um palácio romântico e constitui um dos mais interessantes exemplos do romantismo de Sintra.

Cabo da Roca O Cabo da Roca, conhecido como o nariz de Europa, encontra-se situado no ponto mais ocidental de Europa. No cabo encontra-se o Farol do Cabo da Roca, torre quadrangular com uma altura de 165 m. Sobre o nível do mar, com edifícios anexos, a luz branca do farol tem um alcance de 26 milhas.”

» Com esta pesquisa pude ficar a conhecer alguns dados informativos sobre alguns monumentos importantes de Sintra e que possivelmente irei utilizar nos pequenos textos informativos que estou a pensar escrever no meu projecto.

Sintra – A Paisagem Cultural do Romantismo

“Todos os caminhos vão dar a Sintra. O viajante já escolheu o seu. Dará a volta por Azenhas do Mar e Praia das Maçãs, espreitará primeiro as casas que descem a arriba em cascata, depois o areal batido pelas ondas do largo, mas confessa ter olhado tudo isto um pouco desatento, como se sentisse a presença da serra atrás de si e lhe ouvisse perguntar por cima do ombro: «Então, que demora é essa?» Pergunta igual há-de ter feito o outro paraíso quando o Criador andava entretido a juntar barro para fazer Adão.”

José Saramago.

Sintra é uma região turística por excelência. As suas paisagens cobertas de verde, serra, mar e palácios fazem desta região um dos locais mais aprazíveis de Portugal, onde a simbiose entre a natureza e a obra do homem confundem-se, num ambiente romântico, de grande misticismo. Sintra está situada na região agrícola denominada terra saloia, tem uma mina de ferro e três nascentes de água mineral. É um local de veraneio constituída por inúmeras praias, uma serra e um conjunto arquitectónico de grande interesse histórico e cultural.

Composto por 20 freguesias e com cerca de 36400 habitantes num território com 320km², o concelho de Sintra é  umas das regiões portuguesas mais conhecidas em todo o mundo pelo seu valor histórico, cultural e pela esplendoroso coberto vegetal que reveste a serra de Sintra.

Serra de Sintra

Conhecida na Antiguidade Clássica como Monte da Lua pela forte tradição do culto aos astros, a Serra de Sintra é um maciço granítico que emerge, abruptamente, entre uma vasta planície a norte e o estuário do Tejo a sul.

Revestida por um exuberante coberto vegetal, a serra é considerada pelos botânicos como uma das mais belas do Sul da Europa. Além da magnífica vegetação que a serra apresenta, a Serra de Sintra apresenta hoje um conjunto fabuloso de monumentos das mais variadas épocas: o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros, o Convento dos Capuchos, a Quinta de Monserrate entre outros.

Pela sua enorme beleza e riqueza ambiental, a Serra é a única área de paisagem cultural classificada pela UNESCO como património mundial, constituindo, ela mesmo, o coração do Parque Natural de Sintra-Cascais.

Gastronomia

Com um rico passado histórico e de seculares tradições, os saloios sintrenses adquiriram um forte valor gastronómico que importa preservar e fomentar.

Variada e abundante, a gastronomia faz crescer água na boca a qualquer apreciador de um bom prato regional. A acompanhar qualquer refeição, o indispensável Vinho de Colares.

Especialidades Gastronómicas:

– Leitão de Negrais

– Carne de Porco às Mercês

– Cabrito

– Vitela Assada

– Travesseiros de Sintra

– Queijadas de Sintra

– Pastéis da Pena

– Nozes de Colares

– Fofos de Belas

Pesquisa no site: http://www.sintraromantica.net/

“Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim. Porque toda a sua legenda converge para aí e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um eterno presente de verdura.” «Louvar amar», Vergílio Ferreira

Palácio da Pena

O Palácio Nacional da Pena, localizado na histórica vila de Sintra e inserido no Parque da Pena, representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo. Em 7 de Julho de 2007, foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal, sendo, aliás, o primeiro palácio romântico da Europa, construído cerca de 30 anos antes do carismático Schloss Neuschwanstein, na Baviera.

O Palácio e o Parque foram idealizados e concretizados como um todo. Do Palácio, o visitante avista um manto de arvoredo que ocupa mais de 200 hectares, constituindo, assim, o Parque da Pena. Este parque tem percursos e passeios lindíssimos, com inúmeras construções de jardins lá existentes.

São pontes e grutas, bancos de jardim, pérgulas e fontes. Pequenas casas onde se alojavam guardas e demais criadagem. Estufas e viveiros com camélias, rododendros e rosas de cepas invulgares e muito raras. Esculturas, como o guerreiro que se avista do Palácio, como a querer dizer que está ali para o proteger e guardar. Os lagos próximos da saída para o Castelo dos Mouros são, igualmente, pitorescos e aprazíveis, envolvidos por um grande corredor de fetos arbóreos.

Todo o Parque da Pena é hoje considerado o parque da Europa detentor do mais rico e invulgar conjunto de espécies arbóreas, já inexistentes em muitos outros países e continentes, donde são originárias.

Palácio Nacional de Sintra

O Palácio Nacional de Sintra é também conhecido como Palácio da Vila e foi um dos Palácios Reais portugueses. De implantação urbana, a sua construção iniciou-se no século XV, com traça de autor desconhecido.

Apresenta características de arquitectura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica. É considerado um exemplo de arquitectura orgânica, de conjunto de corpos aparentemente separados, mas que fazem parte de um todo articulado entre si, através de pátios, escadas, corredores e galerias. Possui o maior conjunto de azulejos mudéjares do país. É dominado por duas grandes chaminés geminadas que coroam a cozinha e constituem o “ex-líbris” de Sintra.

O Palácio foi utilizado pela Família Real Portuguesa praticamente até ao final da Monarquia, em 1910. Em 2008, foi o palácio mais visitado de Portugal com 408 712 visitantes.

Castelo dos Mouros

Serpenteando por dois cumes da Serra de Sintra, o Castelo remonta aos primórdios da ocupação peninsular pelos mouros, no século VIII.

Após a conquista de Santarém, o rei D. Afonso Henriques impôs um cerco a Lisboa, que se estendeu por três meses. Embora o Castelo de Sintra se tenha entregue voluntariamente após a queda de Lisboa, reza a lenda que, nessa ocasião, receoso de um ataque de surpresa às suas forças, por parte dos mouros de Sintra, o soberano incumbiu D. Gil, um cavaleiro templário, que formasse um grupo com vinte homens da mais estrita confiança, para, secretamente, ali irem observar o movimento inimigo, prevenindo-se, ao mesmo tempo, um deslocamento dos mouros de Lisboa, via Cascais, pelo rio Tejo até Sintra. Os cruzados colocaram-se a caminho sigilosamente. Para evitar serem avistados, viajaram de noite, ocultando-se de dia, pela estrada de Torres Vedras até Santa Cruz, pela costa até Colares, buscando, ainda, evitar Albernoz, um temido chefe mouro de Colares, que possuía fama de matador de cristãos. Entre Colares e o Penedo, Nossa Senhora apareceu aos receosos cavaleiros e lhes disse: “Não tenhais medo porque ides vinte, mas mil ides”.

Desse modo, cheios de coragem porque a Senhora estava com eles, ao final de cinco dias de percurso confrontaram o inimigo, derrotando-o e conquistando o Castelo dos

Mouros. Em homenagem a este feito foi erguida a Capela de Nossa Senhora de Milides (“mil ides”), em Colares.

O Castelo dos Mouros é um ponto privilegiado para admirar a vista que se estende desde Sintra até ao mar.

Palácio de Monserrate

O Palácio de Monserrate insere-se no Parque de Monserrate, situado na Freguesia de São Martinho.

O palácio foi projectado pelos arquitectos Thomas James Knowles (pai e filho)  e construído em 1858, por ordem de Sir Francis Cook, visconde de Monserrate.  A elaboração dos jardins soube explorar as particularidades micro-climáticas da Serra, obtendo-se, deste modo, um magnífico parque, no qual se podem observar, ainda hoje, mais de 3.000 espécies exóticas.

Este palácio, que foi a residência de Verão da família Cook, foi construído sobre as ruínas da mansão neo-gótica edificada pelo comerciante inglês Gerard de Visme, o responsável pelo primeiro palácio de Monserrate. William Beckford alugou a propriedade em 1793, realizando obras no palácio, começando a criar um jardim paisagístico. É um exemplar sugestivo do Romantismo português, ao lado de outros palácios na região, como o Palácio da Pena. Actualmente encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1978.

O Palácio de Monserrate foi visitado por Lord Byron, poeta anglo-escocês e figura grada do Movimento Romântico. Visitou a quinta em 1809 e cantou a sua beleza no poema “Childe Harold’s Pilgrimage”. O Palácio de Monserrate tem ainda uma breve aparição na mini-série de TV, ‘As Viagens de Gulliver’, de 1996.

Por entre árvores dos quatro cantos do mundo, cascatas e lagos, caminhar no Parque de Monserrate é sentir-se envolvido por uma mística romântica.

Palácio e Quinta da Regaleira

O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também é designado Palácio do Monteiro dos Milhões, denominação associada à alcunha do seu antigo proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro. O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra, estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.

Carvalho Monteiro, pelo traço do arquitecto italiano Luigi Manini, transforma a quinta de 4 hectares num palácio rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-cruz. Modela o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitectura românica, gótica, renascentista e manuelina.

A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a sua espiritualidade.

Pesquisa no site: http://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=3337

Após a escolha do produto final que iremos desenvolver, para o Projecto Artístico Individual, a execução de um Brainstorming onde podemos definir os nossos objectivos finais e a questão central à qual pretendemos que o nosso projecto seja a resposta e à formulação de um percurso para a execução do projecto chegámos à fase onde é necessário fazer alguma pesquisa na procura de informações que possivelmente iremos necessitar para explorar no nosso trabalho como a busca por soluções análogas ou produtos já realizados onde nos possamos basear ou inspirar para o nosso projecto.

Seguidamente irei documentar alguma da pesquisa que tenho vindo a realizar em busca de informações sobre: a Vila de Sintra e algumas obras/imagens que sejam expressivas, ou seja, expressem claramente a visão do artista (pintor, fotografo) sobre um determinado assunto.

Com a pesquisa sobre a vila de Sintra pretendo recolher o máximo de informações que futuramente irei utilizar no meu “guia turístico” e com as imagens expressivas pretendo mostrar algumas técnicas que pretendo realizar no meu trabalho e alguns pontos de vista dos artistas que gostaria de explorar e alcançar no meu projecto.

Para um melhor entendimento da minha pesquisa decidi dividi-la, como já foi referido anteriormente, em dois subtemas de pesquisa, primeiro a Vila de Sintra (interesse turístico e pesquisa mais teórica) e depois imagens que sejam a expressão pessoal de um artista. Também com o objectivo de facilitar a consulta da minha pesquisa optei por tentar fazer tópicos centrais e depois os textos recolhidos ou imagens e as minhas considerações

Vila de Sintra (pesquisa de contexto teórico)

Primeiramente irei começar por explorar a parte da minha pesquisa sobre a vila de Sintra. Assim, irei apresentar alguns textos que recolhi da Internet e tecer algumas considerações sobre os mesmos. Esta primeira parte de pesquisa serve essencialmente para eu decidir o que quero explorar da Vila de Sintra.

  • Pesquisa sobre o espaço da Vila de Sintra

Para este lado da pesquisa encontrei na Internet alguns mapas que me pareceram bons para ficar a conhecer melhor a zona que envolve a Vila de Sintra. (mapas em anexo)

“A vila de Sintra, nomeada Património Mundial pela UNESCO devido à grande quantidade de monumentos de interesse histórico-artístico, apresenta-se perante nós com um

passado cheio de história. Perfeitamente integrados à natureza dessa nomeação, as infra-estruturas turísticas guardam um grande respeito pelo ecossistema. Desde a cidade se estende a Serra de Sintra que chega até ao Cabo da Roca, extremo ocidental de Portugal.”

História

“As suas origens remontam-se em tempos pré-históricos, na zona encontraram-se importantes restos pertencentes ao Neolítico Final. Do século II a.C. ao século VI o território esteve ocupado pelos romanos. Já no ano de 30 a.C. Sintra gozava do estatuto do Município Romano. Também se estabeleceram aqui os Suevos e os Godos.
Durante a época da dominação árabe a população vive uma época de esplendor graças a sua influência como um dos principais centros abastecedores e de apoio defensivo de Lisboa.
No ano de 1147 D. Afonso Henriques conquista a população e no ano de 1154 concede-lhe a Carta Foral.
Durante a Idade Média, sobre os restos do Palácio árabe construiu-se um Palácio Real que serviu como residência de descanso e veraneio da monarquia.

A finais do século XVIII e do século XIX a implantação do Romantismo por parte do Rei D. Fernando II atrai a um grande número de visitantes, convertendo-se em um centro cultural único.
No século XX converte-se num lugar de veraneio da aristocracia, das classes mais prudentes e de artistas de todos os âmbitos. Foi declarado Património Mundial pela UNESCO em Dezembro de 1995.
Hoje em dia além de desfrutar da perfeita combinação entre uma natureza prodigiosa e um legado monumental e histórico único, Sintra também conta com importantes infra-estruturas turísticas e de lazer.”

Passeio turístico

Castelo dos Mouros encontra-se situado a 3 km do centro da cidade na Estrada da Pena, num dos cumes da Serra de Sintra, lugar desde o qual se tem uma excelente vista. Foi construído por árabes do século VIII e IX, e está rodeado de muralhas e diversas torres. Foi conquistado por D. Afonso Henriques no ano de 1147, quem mandou construir nos seus arredores a primeira capela cristã do município, dedicada a São Pedro.
Igreja de Santa Maria e Necrópole Medieval A Igreja de Santa Maria foi mandada construir por D. Afonso Henriques no século XII. É considerado um dos monumentos góticos mais interessantes de Sintra e encontra-se na estrada que acede ao Castelo. Nas suas origens era um templo medieval que sofreu numerosas alterações no decorrer da sua história, especialmente no final do século XIII e princípios do XIV. O seu interior é de três naves de diferentes alturas rematadas por uma abside poligonal. Destaca na sua capela-mor uma escultura da Imaculada Conceição do século XVII, realizada em madeira policromada. Nos arredores da igreja, no ano de 1982, realizou-se a escavação arqueológica de parte da Necrópole Medieval da igreja. Foram descobertas numerosas sepulturas datadas nos séculos XV, XVI e XVIII, fragmentos cerâmicos medievais e diferentes objectos religiosos.
Igreja de São Martinho A Igreja de São Martinho situada no centro histórico da cidade, na Praça da Republica. É uma igreja de origem românica, século XII, que foi substituída por um templo gótico no reinado de D. Dinis. Foi arrasada durante o terramoto do ano 1755 e reconstruída no final do século XVIII. Conserva das suas origens a estrutura gótica da capela-mor e três tábuas de pintura portuguesa de meados do século XVI, S. Martinho e o pobre, S. Pedro e Santo António, atribuídas ao mestre S. Quintino.
Palácio Nacional de Sintra O Palácio Nacional de Sintra, conhecido popularmente como Palácio da Vila, situa-se na Vila Velha da cidade, no Largo Rainha D. Amélia. É hoje em dia o único palácio real medieval português e distingue-se claramente pelas duas chaminés que sobressaem da sua estrutura. Destacam-se no seu interior uma excelente colecção de azulejos, diferentes salas, pátios, etc. E sobretudo o Jardim da Preta, com acesso desde o interior do Palácio, no qual se encontra a estátua de barro em tamanho natural que representa uma das capelas mais bonitas de Sintra, a Capela do Espírito Santo. Considerado Monumento Nacional.

Museu do Brinquedo O Museu do Brinquedo situa-se na rua Visconde de Monserrate, no centro histórico de Sintra, ocupando as antigas instalações dos Bombeiros Voluntários de Sintra. Possui uma colecção realizada durante mais de 50 anos por João Arboés Moreira de mais de 20.0000 brinquedos.
Palácio Valenças O Palácio Valenças foi construído no século XIX pelo arquitecto italiano Giuseppe Cinatti e encontra-se situado na Rua Visconde de Monserrate, muito perto do Museu do Brinquedo. Actualmente é a sede da Biblioteca Municipal de Sintra.
Paços do Concelho O Edifício dos Paços do Concelho situa-se na entrada da Volta do Duche, entre a Vila Velha e o bairro novo. A sua construção foi iniciada no ano de 1906 e finalizada no ano de 1909. Destaca na sua fachada as janelas em estilo manuelino e uma impressionante torre terminada em ameias com uma cobertura piramidal revestida por azulejos que representam a Cruz de Cristo e o Escudo Pátrio. É sede da Câmara Municipal de Sintra.
Museu de Arte Moderna O Museu de Arte Moderna de Sintra situa-se num edifício de princípios do século XX, na Avenida Heliodoro Salgado. No seu interior alberga uma importante colecção de arte contemporânea considerada essencial para conhecer a história da arte internacional, destacando a Colecção Berardo que inclui obras de pintura e escultura de diferentes artistas, desde 1945 até os nossos dias.

Palácio e Parque da Pena O Palácio da Pena foi mandado construir por D. Fernando II no ano de 1840 sobre as ruínas do antigo Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, do século XVI. Encontra-se situado num dos cumes da Serra de Sintra. Representa uma mistura dos estilos exóticos e medievais, e constitui um dos maiores exemplos de arquitectura portuguesa do romantismo. (…) Todo o palácio está rodeado por um formoso parque e conta com um excelente miradouro desde o qual se obtém uma maravilhosa vista.
Palácio de Seteais O Palácio de Seteais situa-se a um quilómetro do centro histórico da vila em direcção ao Cabo da Roca, na Rua Barbosa du Bocage. Trata-se de um edifício neoclássico que foi mandado construir por Daniel Gildemeester, cônsul da Holanda em Portugal. (…)
Palácio e Parque de Monserrate O Palácio de Monserrate foi mandado construir por Francis Cook, visconde de Monserrate, ao arquitecto James Knowles no ano de 1858. É um palácio romântico e constitui um dos mais interessantes exemplos do romantismo de Sintra.
Cabo da Roca O Cabo da Roca, conhecido como o nariz de Europa, encontra-se situado no ponto mais ocidental de Europa. No cabo encontra-se o Farol do Cabo da Roca, torre quadrangular com uma altura de 165 m. Sobre o nível do mar, com edifícios anexos, a luz branca do farol tem um alcance de 26 milhas.”

» Com esta pesquisa pude ficar a conhecer alguns dados informativos sobre alguns monumentos importantes de Sintra e que possivelmente irei utilizar nos pequenos textos informativos que estou a pensar escrever no meu projecto.

Sintra – A Paisagem Cultural do Romantismo

“Todos os caminhos vão dar a Sintra. O viajante já escolheu o seu. Dará a volta por Azenhas do Mar e Praia das Maçãs, espreitará primeiro as casas que descem a arriba em cascata, depois o areal batido pelas ondas do largo, mas confessa ter olhado tudo isto um pouco desatento, como se sentisse a presença da serra atrás de si e lhe ouvisse perguntar por cima do ombro: «Então, que demora é essa?» Pergunta igual há-de ter feito o outro paraíso quando o Criador andava entretido a juntar barro para fazer Adão.”

José Saramago.

Sintra é uma região turística por excelência. As suas paisagens cobertas de verde, serra, mar e palácios fazem desta região um dos locais mais aprazíveis de Portugal, onde a simbiose entre a natureza e a obra do homem confundem-se, num ambiente romântico, de grande misticismo. Sintra está situada na região agrícola denominada terra saloia, tem uma mina de ferro e três nascentes de água mineral. É um local de veraneio constituída por inúmeras praias, uma serra e um conjunto arquitectónico de grande interesse histórico e cultural.

Composto por 20 freguesias e com cerca de 36400 habitantes num território com 320km², o concelho de Sintra é  umas das regiões portuguesas mais conhecidas em

todo o mundo pelo seu valor histórico, cultural e pela esplendoroso coberto vegetal que reveste a serra de Sintra.

Serra de Sintra
Conhecida na Antiguidade Clássica como Monte da Lua pela forte tradição do culto aos astros, a Serra de Sintra é um maciço granítico que emerge, abruptamente, entre uma vasta planície a norte e o estuário do Tejo a sul.
Revestida por um exuberante coberto vegetal, a serra é considerada pelos botânicos como uma das mais belas do Sul da Europa. Além da magnífica vegetação que a serra apresenta, a Serra de Sintra apresenta hoje um conjunto fabuloso de monumentos das mais variadas épocas: o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros, o Convento dos Capuchos, a Quinta de Monserrate entre outros.
Pela sua enorme beleza e riqueza ambiental, a Serra é a única área de paisagem cultural classificada pela UNESCO como património mundial, constituindo, ela mesmo, o coração do Parque Natural de Sintra-Cascais.

Gastronomia
Com um rico passado histórico e de seculares tradições, os saloios sintrenses adquiriram um forte valor gastronómico que importa preservar e fomentar.
Variada e abundante, a gastronomia faz crescer água na boca a qualquer apreciador de um bom prato regional. A acompanhar qualquer refeição, o indispensável Vinho de Colares.

Especialidades Gastronómicas:
– Leitão de Negrais
– Carne de Porco às Mercês
– Cabrito
– Vitela Assada
– Travesseiros de Sintra
– Queijadas de Sintra
– Pastéis da Pena
– Nozes de Colares
– Fofos de Belas

“Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim. Porque toda a sua legenda converge para aí e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um eterno presente de verdura.” «Louvar amar», Vergílio Ferreira

Palácio da Pena

O Palácio Nacional da Pena, localizado na histórica vila de Sintra e inserido no Parque da Pena, representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo. Em 7 de Julho de 2007, foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal, sendo, aliás, o primeiro palácio romântico da Europa, construído cerca de 30 anos antes do carismático Schloss Neuschwanstein, na Baviera.

O Palácio e o Parque foram idealizados e concretizados como um todo. Do Palácio, o visitante avista um manto de arvoredo que ocupa mais de 200 hectares, constituindo, assim, o Parque da Pena. Este parque tem percursos e passeios lindíssimos, com inúmeras construções de jardins lá existentes.
São pontes e grutas, bancos de jardim, pérgulas e fontes. Pequenas casas onde se alojavam guardas e demais criadagem. Estufas e viveiros com camélias, rododendros e rosas de cepas invulgares e muito raras. Esculturas, como o guerreiro que se avista do Palácio, como a querer dizer que está ali para o proteger e guardar. Os lagos próximos da saída para o Castelo dos Mouros são, igualmente, pitorescos e aprazíveis, envolvidos por um grande corredor de fetos arbóreos.
Todo o Parque da Pena é hoje considerado o parque da Europa detentor do mais rico e invulgar conjunto de espécies arbóreas, já inexistentes em muitos outros países e continentes, donde são originárias.

Palácio Nacional de Sintra

O Palácio Nacional de Sintra é também conhecido como Palácio da Vila e foi um dos Palácios Reais portugueses. De implantação urbana, a sua construção iniciou-se no século XV, com traça de autor desconhecido.

Apresenta características de arquitectura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica. É considerado um exemplo de arquitectura orgânica, de conjunto de corpos aparentemente separados, mas que fazem parte de um todo articulado entre si, através de pátios, escadas, corredores e galerias. Possui o maior conjunto de azulejos mudéjares do país. É dominado por duas grandes chaminés geminadas que coroam a cozinha e constituem o “ex-líbris” de Sintra.
O Palácio foi utilizado pela Família Real Portuguesa praticamente até ao final da Monarquia, em 1910. Em 2008, foi o palácio mais visitado de Portugal com 408 712 visitantes.

Castelo dos Mouros

Serpenteando por dois cumes da Serra de Sintra, o Castelo remonta aos primórdios da ocupação peninsular pelos mouros, no século VIII.

Após a conquista de Santarém, o rei D. Afonso Henriques impôs um cerco a Lisboa, que se estendeu por três meses. Embora o Castelo de Sintra se tenha entregue voluntariamente após a queda de Lisboa, reza a lenda que, nessa ocasião, receoso de um ataque de surpresa às suas forças, por parte dos mouros de Sintra, o soberano incumbiu D. Gil, um cavaleiro templário, que formasse um grupo com vinte homens da mais estrita confiança, para, secretamente, ali irem observar o movimento inimigo, prevenindo-se, ao mesmo tempo, um deslocamento dos mouros de Lisboa, via Cascais, pelo rio Tejo até Sintra. Os cruzados colocaram-se a caminho sigilosamente. Para evitar serem avistados, viajaram de noite, ocultando-se de dia, pela estrada de Torres Vedras até Santa Cruz, pela costa até Colares, buscando, ainda, evitar Albernoz, um temido chefe mouro de Colares, que possuía fama de matador de cristãos. Entre Colares e o Penedo, Nossa Senhora apareceu aos receosos cavaleiros e lhes disse: “Não tenhais medo porque ides vinte, mas mil ides”.
Desse modo, cheios de coragem porque a Senhora estava com eles, ao final de cinco dias de percurso confrontaram o inimigo, derrotando-o e conquistando o Castelo dos

Mouros. Em homenagem a este feito foi erguida a Capela de Nossa Senhora de Milides (“mil ides”), em Colares.
O Castelo dos Mouros é um ponto privilegiado para admirar a vista que se estende desde Sintra até ao mar.

Palácio de Monserrate

O Palácio de Monserrate insere-se no Parque de Monserrate, situado na Freguesia de São Martinho.

O palácio foi projectado pelos arquitectos Thomas James Knowles (pai e filho)  e construído em 1858, por ordem de Sir Francis Cook, visconde de Monserrate.  A elaboração dos jardins soube explorar as particularidades micro-climáticas da Serra, obtendo-se, deste modo, um magnífico parque, no qual se podem observar, ainda hoje, mais de 3.000 espécies exóticas.
Este palácio, que foi a residência de Verão da família Cook, foi construído sobre as ruínas da mansão neo-gótica edificada pelo comerciante inglês Gerard de Visme, o responsável pelo primeiro palácio de Monserrate. William Beckford alugou a propriedade em 1793, realizando obras no palácio, começando a criar um jardim paisagístico. É um exemplar sugestivo do Romantismo português, ao lado de outros palácios na região, como o Palácio da Pena. Actualmente encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1978.
O Palácio de Monserrate foi visitado por Lord Byron, poeta anglo-escocês e figura grada do Movimento Romântico. Visitou a quinta em 1809 e cantou a sua beleza no poema “Childe Harold’s Pilgrimage”. O Palácio de Monserrate tem ainda uma breve aparição na mini-série de TV, ‘As Viagens de Gulliver’, de 1996.
Por entre árvores dos quatro cantos do mundo, cascatas e lagos, caminhar no Parque de Monserrate é sentir-se envolvido por uma mística romântica.

Palácio e Quinta da Regaleira

O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também é designado Palácio do Monteiro dos Milhões, denominação associada à alcunha do seu antigo proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro. O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra, estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.

Carvalho Monteiro, pelo traço do arquitecto italiano Luigi Manini, transforma a quinta de 4 hectares num palácio rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-cruz. Modela o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitectura românica, gótica, renascentista e manuelina.
A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a sua espiritualidade.

Após a escolha do produto final que iremos desenvolver, para o Projecto Artístico Individual, a execução de um Brainstorming onde podemos definir os nossos objectivos finais e a questão central à qual pretendemos que o nosso projecto seja a resposta e à formulação de um percurso para a execução do projecto chegámos à fase onde é necessário fazer alguma pesquisa na procura de informações que possivelmente iremos necessitar para explorar no nosso trabalho como a busca por soluções análogas ou produtos já realizados onde nos possamos basear ou inspirar para o nosso projecto.

Seguidamente irei documentar alguma da pesquisa que tenho vindo a realizar em busca de informações sobre: a Vila de Sintra e algumas obras/imagens que sejam expressivas, ou seja, expressem claramente a visão do artista (pintor, fotografo) sobre um determinado assunto.

Com a pesquisa sobre a vila de Sintra pretendo recolher o máximo de informações que futuramente irei utilizar no meu “guia turístico” e com as imagens expressivas pretendo mostrar algumas técnicas que pretendo realizar no meu trabalho e alguns pontos de vista dos artistas que gostaria de explorar e alcançar no meu projecto.

Para um melhor entendimento da minha pesquisa decidi dividi-la, como já foi referido anteriormente, em dois subtemas de pesquisa, primeiro a Vila de Sintra (interesse turístico e pesquisa mais teórica) e depois imagens que sejam a expressão pessoal de um artista. Também com o objectivo de facilitar a consulta da minha pesquisa optei por tentar fazer tópicos centrais e depois os textos recolhidos ou imagens e as minhas considerações

Vila de Sintra (pesquisa de contexto teórico)

Primeiramente irei começar por explorar a parte da minha pesquisa sobre a vila de Sintra. Assim, irei apresentar alguns textos que recolhi da Internet e tecer algumas considerações sobre os mesmos. Esta primeira parte de pesquisa serve essencialmente para eu decidir o que quero explorar da Vila de Sintra.

  • Pesquisa sobre o espaço da Vila de Sintra

Para este lado da pesquisa encontrei na Internet alguns mapas que me pareceram bons para ficar a conhecer melhor a zona que envolve a Vila de Sintra. (mapas em anexo)

“A vila de Sintra, nomeada Património Mundial pela UNESCO devido à grande quantidade de monumentos de interesse histórico-artístico, apresenta-se perante nós com um

passado cheio de história. Perfeitamente integrados à natureza dessa nomeação, as infra-estruturas turísticas guardam um grande respeito pelo ecossistema. Desde a cidade se estende a Serra de Sintra que chega até ao Cabo da Roca, extremo ocidental de Portugal.”

História

“As suas origens remontam-se em tempos pré-históricos, na zona encontraram-se importantes restos pertencentes ao Neolítico Final. Do século II a.C. ao século VI o território esteve ocupado pelos romanos. Já no ano de 30 a.C. Sintra gozava do estatuto do Município Romano. Também se estabeleceram aqui os Suevos e os Godos.
Durante a época da dominação árabe a população vive uma época de esplendor graças a sua influência como um dos principais centros abastecedores e de apoio defensivo de Lisboa.
No ano de 1147 D. Afonso Henriques conquista a população e no ano de 1154 concede-lhe a Carta Foral.
Durante a Idade Média, sobre os restos do Palácio árabe construiu-se um Palácio Real que serviu como residência de descanso e veraneio da monarquia.

A finais do século XVIII e do século XIX a implantação do Romantismo por parte do Rei D. Fernando II atrai a um grande número de visitantes, convertendo-se em um centro cultural único.
No século XX converte-se num lugar de veraneio da aristocracia, das classes mais prudentes e de artistas de todos os âmbitos. Foi declarado Património Mundial pela UNESCO em Dezembro de 1995.
Hoje em dia além de desfrutar da perfeita combinação entre uma natureza prodigiosa e um legado monumental e histórico único, Sintra também conta com importantes infra-estruturas turísticas e de lazer.”

Passeio turístico

Castelo dos Mouros encontra-se situado a 3 km do centro da cidade na Estrada da Pena, num dos cumes da Serra de Sintra, lugar desde o qual se tem uma excelente vista. Foi construído por árabes do século VIII e IX, e está rodeado de muralhas e diversas torres. Foi conquistado por D. Afonso Henriques no ano de 1147, quem mandou construir nos seus arredores a primeira capela cristã do município, dedicada a São Pedro.
Igreja de Santa Maria e Necrópole Medieval A Igreja de Santa Maria foi mandada construir por D. Afonso Henriques no século XII. É considerado um dos monumentos góticos mais interessantes de Sintra e encontra-se na estrada que acede ao Castelo. Nas suas origens era um templo medieval que sofreu numerosas alterações no decorrer da sua história, especialmente no final do século XIII e princípios do XIV. O seu interior é de três naves de diferentes alturas rematadas por uma abside poligonal. Destaca na sua capela-mor uma escultura da Imaculada Conceição do século XVII, realizada em madeira policromada. Nos arredores da igreja, no ano de 1982, realizou-se a escavação arqueológica de parte da Necrópole Medieval da igreja. Foram descobertas numerosas sepulturas datadas nos séculos XV, XVI e XVIII, fragmentos cerâmicos medievais e diferentes objectos religiosos.
Igreja de São Martinho A Igreja de São Martinho situada no centro histórico da cidade, na Praça da Republica. É uma igreja de origem românica, século XII, que foi substituída por um templo gótico no reinado de D. Dinis. Foi arrasada durante o terramoto do ano 1755 e reconstruída no final do século XVIII. Conserva das suas origens a estrutura gótica da capela-mor e três tábuas de pintura portuguesa de meados do século XVI, S. Martinho e o pobre, S. Pedro e Santo António, atribuídas ao mestre S. Quintino.
Palácio Nacional de Sintra O Palácio Nacional de Sintra, conhecido popularmente como Palácio da Vila, situa-se na Vila Velha da cidade, no Largo Rainha D. Amélia. É hoje em dia o único palácio real medieval português e distingue-se claramente pelas duas chaminés que sobressaem da sua estrutura. Destacam-se no seu interior uma excelente colecção de azulejos, diferentes salas, pátios, etc. E sobretudo o Jardim da Preta, com acesso desde o interior do Palácio, no qual se encontra a estátua de barro em tamanho natural que representa uma das capelas mais bonitas de Sintra, a Capela do Espírito Santo. Considerado Monumento Nacional.

Museu do Brinquedo O Museu do Brinquedo situa-se na rua Visconde de Monserrate, no centro histórico de Sintra, ocupando as antigas instalações dos Bombeiros Voluntários de Sintra. Possui uma colecção realizada durante mais de 50 anos por João Arboés Moreira de mais de 20.0000 brinquedos.
Palácio Valenças O Palácio Valenças foi construído no século XIX pelo arquitecto italiano Giuseppe Cinatti e encontra-se situado na Rua Visconde de Monserrate, muito perto do Museu do Brinquedo. Actualmente é a sede da Biblioteca Municipal de Sintra.
Paços do Concelho O Edifício dos Paços do Concelho situa-se na entrada da Volta do Duche, entre a Vila Velha e o bairro novo. A sua construção foi iniciada no ano de 1906 e finalizada no ano de 1909. Destaca na sua fachada as janelas em estilo manuelino e uma impressionante torre terminada em ameias com uma cobertura piramidal revestida por azulejos que representam a Cruz de Cristo e o Escudo Pátrio. É sede da Câmara Municipal de Sintra.
Museu de Arte Moderna O Museu de Arte Moderna de Sintra situa-se num edifício de princípios do século XX, na Avenida Heliodoro Salgado. No seu interior alberga uma importante colecção de arte contemporânea considerada essencial para conhecer a história da arte internacional, destacando a Colecção Berardo que inclui obras de pintura e escultura de diferentes artistas, desde 1945 até os nossos dias.

Palácio e Parque da Pena O Palácio da Pena foi mandado construir por D. Fernando II no ano de 1840 sobre as ruínas do antigo Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, do século XVI. Encontra-se situado num dos cumes da Serra de Sintra. Representa uma mistura dos estilos exóticos e medievais, e constitui um dos maiores exemplos de arquitectura portuguesa do romantismo. (…) Todo o palácio está rodeado por um formoso parque e conta com um excelente miradouro desde o qual se obtém uma maravilhosa vista.
Palácio de Seteais O Palácio de Seteais situa-se a um quilómetro do centro histórico da vila em direcção ao Cabo da Roca, na Rua Barbosa du Bocage. Trata-se de um edifício neoclássico que foi mandado construir por Daniel Gildemeester, cônsul da Holanda em Portugal. (…)
Palácio e Parque de Monserrate O Palácio de Monserrate foi mandado construir por Francis Cook, visconde de Monserrate, ao arquitecto James Knowles no ano de 1858. É um palácio romântico e constitui um dos mais interessantes exemplos do romantismo de Sintra.
Cabo da Roca O Cabo da Roca, conhecido como o nariz de Europa, encontra-se situado no ponto mais ocidental de Europa. No cabo encontra-se o Farol do Cabo da Roca, torre quadrangular com uma altura de 165 m. Sobre o nível do mar, com edifícios anexos, a luz branca do farol tem um alcance de 26 milhas.”

» Com esta pesquisa pude ficar a conhecer alguns dados informativos sobre alguns monumentos importantes de Sintra e que possivelmente irei utilizar nos pequenos textos informativos que estou a pensar escrever no meu projecto.

Sintra – A Paisagem Cultural do Romantismo

“Todos os caminhos vão dar a Sintra. O viajante já escolheu o seu. Dará a volta por Azenhas do Mar e Praia das Maçãs, espreitará primeiro as casas que descem a arriba em cascata, depois o areal batido pelas ondas do largo, mas confessa ter olhado tudo isto um pouco desatento, como se sentisse a presença da serra atrás de si e lhe ouvisse perguntar por cima do ombro: «Então, que demora é essa?» Pergunta igual há-de ter feito o outro paraíso quando o Criador andava entretido a juntar barro para fazer Adão.”

José Saramago.

Sintra é uma região turística por excelência. As suas paisagens cobertas de verde, serra, mar e palácios fazem desta região um dos locais mais aprazíveis de Portugal, onde a simbiose entre a natureza e a obra do homem confundem-se, num ambiente romântico, de grande misticismo. Sintra está situada na região agrícola denominada terra saloia, tem uma mina de ferro e três nascentes de água mineral. É um local de veraneio constituída por inúmeras praias, uma serra e um conjunto arquitectónico de grande interesse histórico e cultural.

Composto por 20 freguesias e com cerca de 36400 habitantes num território com 320km², o concelho de Sintra é  umas das regiões portuguesas mais conhecidas em

todo o mundo pelo seu valor histórico, cultural e pela esplendoroso coberto vegetal que reveste a serra de Sintra.

Serra de Sintra
Conhecida na Antiguidade Clássica como Monte da Lua pela forte tradição do culto aos astros, a Serra de Sintra é um maciço granítico que emerge, abruptamente, entre uma vasta planície a norte e o estuário do Tejo a sul.
Revestida por um exuberante coberto vegetal, a serra é considerada pelos botânicos como uma das mais belas do Sul da Europa. Além da magnífica vegetação que a serra apresenta, a Serra de Sintra apresenta hoje um conjunto fabuloso de monumentos das mais variadas épocas: o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros, o Convento dos Capuchos, a Quinta de Monserrate entre outros.
Pela sua enorme beleza e riqueza ambiental, a Serra é a única área de paisagem cultural classificada pela UNESCO como património mundial, constituindo, ela mesmo, o coração do Parque Natural de Sintra-Cascais.

Gastronomia
Com um rico passado histórico e de seculares tradições, os saloios sintrenses adquiriram um forte valor gastronómico que importa preservar e fomentar.
Variada e abundante, a gastronomia faz crescer água na boca a qualquer apreciador de um bom prato regional. A acompanhar qualquer refeição, o indispensável Vinho de Colares.

Especialidades Gastronómicas:
– Leitão de Negrais
– Carne de Porco às Mercês
– Cabrito
– Vitela Assada
– Travesseiros de Sintra
– Queijadas de Sintra
– Pastéis da Pena
– Nozes de Colares
– Fofos de Belas

“Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim. Porque toda a sua legenda converge para aí e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um eterno presente de verdura.” «Louvar amar», Vergílio Ferreira

Palácio da Pena

O Palácio Nacional da Pena, localizado na histórica vila de Sintra e inserido no Parque da Pena, representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo. Em 7 de Julho de 2007, foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal, sendo, aliás, o primeiro palácio romântico da Europa, construído cerca de 30 anos antes do carismático Schloss Neuschwanstein, na Baviera.

O Palácio e o Parque foram idealizados e concretizados como um todo. Do Palácio, o visitante avista um manto de arvoredo que ocupa mais de 200 hectares, constituindo, assim, o Parque da Pena. Este parque tem percursos e passeios lindíssimos, com inúmeras construções de jardins lá existentes.
São pontes e grutas, bancos de jardim, pérgulas e fontes. Pequenas casas onde se alojavam guardas e demais criadagem. Estufas e viveiros com camélias, rododendros e rosas de cepas invulgares e muito raras. Esculturas, como o guerreiro que se avista do Palácio, como a querer dizer que está ali para o proteger e guardar. Os lagos próximos da saída para o Castelo dos Mouros são, igualmente, pitorescos e aprazíveis, envolvidos por um grande corredor de fetos arbóreos.
Todo o Parque da Pena é hoje considerado o parque da Europa detentor do mais rico e invulgar conjunto de espécies arbóreas, já inexistentes em muitos outros países e continentes, donde são originárias.

Palácio Nacional de Sintra

O Palácio Nacional de Sintra é também conhecido como Palácio da Vila e foi um dos Palácios Reais portugueses. De implantação urbana, a sua construção iniciou-se no século XV, com traça de autor desconhecido.

Apresenta características de arquitectura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica. É considerado um exemplo de arquitectura orgânica, de conjunto de corpos aparentemente separados, mas que fazem parte de um todo articulado entre si, através de pátios, escadas, corredores e galerias. Possui o maior conjunto de azulejos mudéjares do país. É dominado por duas grandes chaminés geminadas que coroam a cozinha e constituem o “ex-líbris” de Sintra.
O Palácio foi utilizado pela Família Real Portuguesa praticamente até ao final da Monarquia, em 1910. Em 2008, foi o palácio mais visitado de Portugal com 408 712 visitantes.

Castelo dos Mouros

Serpenteando por dois cumes da Serra de Sintra, o Castelo remonta aos primórdios da ocupação peninsular pelos mouros, no século VIII.

Após a conquista de Santarém, o rei D. Afonso Henriques impôs um cerco a Lisboa, que se estendeu por três meses. Embora o Castelo de Sintra se tenha entregue voluntariamente após a queda de Lisboa, reza a lenda que, nessa ocasião, receoso de um ataque de surpresa às suas forças, por parte dos mouros de Sintra, o soberano incumbiu D. Gil, um cavaleiro templário, que formasse um grupo com vinte homens da mais estrita confiança, para, secretamente, ali irem observar o movimento inimigo, prevenindo-se, ao mesmo tempo, um deslocamento dos mouros de Lisboa, via Cascais, pelo rio Tejo até Sintra. Os cruzados colocaram-se a caminho sigilosamente. Para evitar serem avistados, viajaram de noite, ocultando-se de dia, pela estrada de Torres Vedras até Santa Cruz, pela costa até Colares, buscando, ainda, evitar Albernoz, um temido chefe mouro de Colares, que possuía fama de matador de cristãos. Entre Colares e o Penedo, Nossa Senhora apareceu aos receosos cavaleiros e lhes disse: “Não tenhais medo porque ides vinte, mas mil ides”.
Desse modo, cheios de coragem porque a Senhora estava com eles, ao final de cinco dias de percurso confrontaram o inimigo, derrotando-o e conquistando o Castelo dos

Mouros. Em homenagem a este feito foi erguida a Capela de Nossa Senhora de Milides (“mil ides”), em Colares.
O Castelo dos Mouros é um ponto privilegiado para admirar a vista que se estende desde Sintra até ao mar.

Palácio de Monserrate

O Palácio de Monserrate insere-se no Parque de Monserrate, situado na Freguesia de São Martinho.

O palácio foi projectado pelos arquitectos Thomas James Knowles (pai e filho)  e construído em 1858, por ordem de Sir Francis Cook, visconde de Monserrate.  A elaboração dos jardins soube explorar as particularidades micro-climáticas da Serra, obtendo-se, deste modo, um magnífico parque, no qual se podem observar, ainda hoje, mais de 3.000 espécies exóticas.
Este palácio, que foi a residência de Verão da família Cook, foi construído sobre as ruínas da mansão neo-gótica edificada pelo comerciante inglês Gerard de Visme, o responsável pelo primeiro palácio de Monserrate. William Beckford alugou a propriedade em 1793, realizando obras no palácio, começando a criar um jardim paisagístico. É um exemplar sugestivo do Romantismo português, ao lado de outros palácios na região, como o Palácio da Pena. Actualmente encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1978.
O Palácio de Monserrate foi visitado por Lord Byron, poeta anglo-escocês e figura grada do Movimento Romântico. Visitou a quinta em 1809 e cantou a sua beleza no poema “Childe Harold’s Pilgrimage”. O Palácio de Monserrate tem ainda uma breve aparição na mini-série de TV, ‘As Viagens de Gulliver’, de 1996.
Por entre árvores dos quatro cantos do mundo, cascatas e lagos, caminhar no Parque de Monserrate é sentir-se envolvido por uma mística romântica.

Palácio e Quinta da Regaleira

O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também é designado Palácio do Monteiro dos Milhões, denominação associada à alcunha do seu antigo proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro. O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra, estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.

Carvalho Monteiro, pelo traço do arquitecto italiano Luigi Manini, transforma a quinta de 4 hectares num palácio rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-cruz. Modela o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitectura românica, gótica, renascentista e manuelina.
A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico, sentir a sua espiritualidade.

Imagens/Fotografias (contexto expressivo)

Tenho esta imagem como um bom exemplo para uma ilustração de cariz mais realista e fiel à realidade observada.

Link: aesperadegodot.blogs.sapo.pt/252341.html

Esta é uma das imagens que considero expressivas e que gostaria de seguir um rumo semelhante em algumas das ilustrações que vou realizar.

Link: http://www.wroberts.com.au/watercolor_images3/london_savoy_watercolour_painting_680px.jpg

Estas duas imagens são exemplos de uma interpretação muito expressiva da realidade e com um cariz bastante pessoal presente a obra.

Links: http://artgallery.com.ua/pics/luciachocholacko/inet/003.jpg;

http://www.123giftfactory.com/upload/product/4/e08efacc15496f4f796520f2779eeb1a.jpg

Esta imagem é um exemplo de algum que também gostaria de inserir no meu projecto, ou seja uma interpretação pessoal e criativa mas ao mesmo tempo fiel à realidade. E também pela perspectiva que a imagem nos apresenta.

Link: http://farm4.static.flickr.com/3542/3471331583_3bbee01568.jpg

Estas duas imagens são representativas de uma técnica que também pretendo explorar no meu trabalho, a colagem.

Links: http://jeremywolff.com/collages/;

http://www.omgwtfbbq.eu/blog/image/image_link/Rua-Maria-Cardoso—Lisbon—PhotoMural.jpg

Imagens representativas de várias características que gostaria de ver expressas no meu projecto, entre elas, as diferentes perspectivas, os pormenores, a composição e impacto visual da imagem.

Links:

http://olhares.aeiou.pt/umabrecha_foto3605390.html

http://olhares.aeiou.pt/historias_que_teria_para_contar_foto3617219.html

http://olhares.aeiou.pt/se_velha_de_coimbra_foto3615155.html

Estas fotografias têm características como: o movimento, o tratamento digital e uma perspectiva mais humanizada. No meu projecto pretendo encarar a vila de Sintra por uma perspectiva menos turística e mais inovadora do usual.

Links:

http://paipita2.no.sapo.pt/262_6243.JPG

http://imagens.fotoseimagens.etc.br/ponte-de-londres_4113_1024x768.jpg

http://olhares.aeiou.pt/simples_complexidade_foto3633122.html

Por fim vou apresentar uma série de imagens que retirei do site: http://www.flickr.com/photos/mc_images/3991537317/in/photostream/; estas imagens são exemplos daquilo que eu pretendo fazer em ternos de desenho.