Trabalhos finais da OA12 UT11 2009/2010: Sete projectos em destaque…

Anabela Antunes – “Desenho Anatómico: Os Músculos do Rosto e do Pescoço”

O produto final do meu projecto – desenho anatómico: os músculos do rosto e do pescoço – consta numa espécie de livro/caderno onde se pode encontrar uma selecção dos esboços, que considerei mais relevantes, e os quatro desenhos finais com respectivas legendas.

A realização dos desenhos finais iniciou-se com uma intensa pesquisa sobre os músculos do rosto e do pescoço. De seguida, realizei uma série de esboços onde decidi a sequência do movimento da cabeça, os músculos e ossos a desenhar e a técnica a utilizar. Por fim fiz os desenhos finais, as legendas e, também, a encadernação do trabalho.

Em relação ao plano inicial houve algumas alterações: optei por fazer 4 e não 5/6 desenhos finais pois decidi dedicar mais tempo a cada um deles. São desenhos que necessitam de ter em conta não só a parte teórica, mas também, o cuidado do traçado e da textura dos músculos de modo a que estes possuissem volume e se distinguissem uns dos outros;  uma outra alteração no plano inicial foi a calendarização onde estava previsto realizar um trabalho por semana, precedido de esboços para o mesmo, e acabei por fazer primeiro os esboços de todos e depois todos os desenhos.

Tal como estava previsto no plano inicial, a técnica utilizada foi a caneta de aparo e o lápis de cor. O desenho anatómico pretende-se bastante exacto, correcto de acordo com a realidade, e simplificado de modo a que quem o observe consiga entender tudo o que lá está representado. Estas características, deste tipo de desenho, tornaram-se as unícas díficuldades que encontrei pois não possuo os mesmos conhecimentos e experiência que um ilustrador especializado em anatomia possuí.  É necessária a capacidade de saber síntetizar as informações que se pretende dar e saber o que deve sobressair no desenho, no meu caso foi saber escolher que músculos ilustrar e os destacar, ou seja, não chamar a atenção para o esqueleto, ou para o rosto exterior.

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Inês Santos – “Retratos”

O meu Projecto Artístico Individual consistiu em fotografar retratos, através dos quais, pela expressão transmitida pelos retratados, é possível perceber as características individuais dos mesmos.

O produto final deste meu projecto consiste num conjunto de sete fotografias, apresentando, cada uma delas, uma pessoas diferente. Escolhi representá-las de olhar virado para a câmara, confrontando o espectador, numa posição natural, sem sorrisos ou poses ensaiadas. Queria mostrar o verdadeiro “eu” dos representados, pretendia que o espectador sentisse algo ao fitar os olhos da pessoa retratada, que percebesse o que essa pessoa sente e como encara a vida.

A princípio, tinha decidido, inspirada pelo trabalho de Rob Kendrick, obter um efeito desfocado em redor do sujeito fotografado, de modo a que somente a sua cara ficasse claramente perceptível. À medida que avancei no projecto, apercebi-me da dificuldade desta tarefa: pretendendo captar os retratados de forma natural e espontânea (tão espontânea quanto possível, já que uma breve “pose” era necessária), não conseguia repetir as experiências, fotografar uma e outra vez, até acertar com o efeito em que tinha pensado. Se o fizesse, quando finalmente conseguisse o efeito que pretendia, a naturalidade teria já passado a uma pose falsa e treinada. Se conhecesse melhor os mecanismos da máquina fotográfica, talvez pudesse ter conseguido obter este efeito “desfocado” com sucesso.

Apliquei a todas as fotografias um efeito semelhante, com base em tons azulados e frios. Fi-lo com o objectivo de aplicar um pouco de mim em cada uma das fotografias: prefiro este tipo de tons e acho que funciona bem quando se pretende expressar algo mais profundo que uma simples emoção.

Escolhi apresentar o meu projecto apenas em formato digital, dada a falta de qualidade do formato físico. O formato digital apresenta cores mais vivas, mais fiéis à realidade e dá-nos uma imagem mais nítida, permitindo, assim, uma observação mais pormenorizada…

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Joana Silva

O produto final do meu projecto artístico individual consiste numa encadernação de fotografias que transmitem os conceitos de ritmo, movimento e alegria/ diversão, manipuladas de forma a realçar e o contraste da cor e os graus de luminosidade entre o foco principal e o fundo da fotografia, para os diferenciar.

Ao longo deste período, o percurso do meu projecto não se distanciou muito das minhas ideias iniciais.

O meu objectivo era, desde o princípio, criar um “álbum” (encadernação) de fotografias manipuladas que designassem os conceitos que já referi anteriormente.

Apesar de alguns obstáculos que me surgiram ao longo do trabalho, como por exemplo, a dificuldade em encontrar a imagem ideal para transmitir alegria e diversão, consegui manter o projecto e executa-lo de forma adequada. No final, considero que preencheu as minhas expectativas tanto a nível de trabalho e percurso, como de resultado.

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Mariana Santos

O meu trabalho para esta unidade consistia em criar imagens que correspondessem a músicas escolhidas por mim. O porquê do meu trabalho deve-se ao facto de passar a maior parte do dia a ouvir musica e desenhar ao mesmo tempo, pois sinto um bocado dificuldade em separar uma actividade da outra, e como na minha cabeça consigo sempre criar uma imagem ou várias imagens para ilustrar uma música achei que seria o trabalho ideial para mim pois para além de puxar pela minha cabeça e criatividade, acabo sempre por melhorar certas técnicas.

Em relação às opções tomadas em concordância, estas passaram pela escolha de fazer os trabalhos em formato A3 em vez de formato A4 porque iria acabar por perder qualidade e não seria possível explorar certas técnicas da melhor forma.

No caso das técnicas foi-me sugerido que utilizasse cor em trabalhos que quanto a mim não iriam ficar muito bem ou funcionar da forma que eu pretendia, pelo que optei por não utilizar.

Foi-me também sugerido que colocasse um fundo num dos desenhos, o que acabei por não fazer pois quanto a mim iria desviar um pouco as atenções para o fundo e a personagem deixava de ser o principal.

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Nuno Beijinho

A primeira fase do Projecto Artístico Individual, passou pelo planeamento do mesmo, através, no meu caso, da elaboração de um mapa conceptual. Este incluía a fundamentação do projecto e um planeamento detalhado de todas as etapas a percorrer, até à concretização do projecto.

O meu produto final consiste numa série de 8 imagens, em formato postal, que funcionam como um género de “substituto” dos classificados de emprego com os quais nos deparamos. Tentei abordar vários estilos gráficos diferentes, embora todos tenham uma característica em comum: leitura fácil e comunicação directa com o observador, quer em termos de imagem como de texto. Esta era uma condição essencial do trabalho, pois um anúncio de emprego concentra-se na simplicidade e impacto do pouco texto existente.

No meu plano de trabalho inicial apenas está referido o estilo de colagem, mas, ao longo do trabalho, apercebi-me que, para elaborar um trabalho original e onde cada imagem tivesse interesse isolada, tinha que percorrer vários estilos gráficos. Para isso tive de encontrar um conceito para cada anúncio de emprego, estes conceitos foram obtidos através do ambiente criado em cada “postal”, através da imagem escolhida, do tipo de letra e da cor usada.

Alterei também, no decorrer do trabalho, o formato dos anúncios. Inicialmente planeei que o resultado final fosse apresentado sob a forma de cartazes A3, formato esse que decidi trocar pelo formato postal. Fiz esta alteração por uma questão de manter as imagens que criei dentro do contexto de um verdadeiro classificado, que são de pequeno formato. Este facto exigiu também que trabalhasse dentro de regras mais restritas, pois a leitura das imagens tinha de ser possível em formato pequeno, mas fez com que ficasse mais dentro do contexto do que é um verdadeiro classificado.

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Ruben Pedroso

O meu Projecto Artístico Individual, baseia-se na concepção de um editorial de moda. O editorial consiste especialmente na concepção de 6 diferentes looks, partindo de duas peças básicas (uma camisola e uns jeans), que por meio de diferentes casacos, malas, sapatos e acessórios é possível mudar cada visual. Pensando num ambiente citadino e cosmopolita, as poses baseiam-se em andar, ou seja, uma mulher que simplesmente está-se a deslocar dentro da cidade.

Primeiramente, tive de decidir quais os looks e conjugações que iria fazer para a sessão fotográfica. Juntei todas as peças e a partir daí decidi o que ficava melhor e o que se poderia usar em cada ocasião. Ficou decidido que iria fotografar em Lisboa, tinha vários sítios possíveis, como a Rua Augusta, o Terreiro do Paço, a Avenida da Liberdade e o Marquês de Pombal. Decidi apenas fotografar apenas na Avenida da Liberdade, um espaço elitista e muito cosmopolita na área de Lisboa. Pretendia que as fotografias revelassem acção e movimento da parte da cidade, e que o fundo existente fosse bastante citadino.

Já na Avenida da Liberdade, comecei a fotografar a Sofia (modelo escolhida para a sessão), em vários pontos da Avenida e com os diferentes looks combinados previamente.

Os looks que mais gostei de fotografar, foram os que aparecem inicialmente na apresentação do trabalho. A foto que faz parte da capa do trabalho, para fim, foi a que ficou mais bem concebida. A luz, o posicionamento da modelo e a conjugação do look, tudo isto fez com que a fotografia resulta-se num todo. O segunda foto do trabalho, foi tirada nas escadarias do Centro Comercial Tivoli, e considero a foto muito bonita. Também a posição, a luz e o look, funcionaram muito bem num todo. O aspecto romântico e sereno da foto, passa para o espectador e eu avalio isso muito bem e considero um dos aspectos fundamentais da fotografia. A terceira foto do trabalho foi das mais complicadas de fotografar, pois foi das primeiras a serem tiradas e nem eu nem a modelo, estávamos habituados à luz e ao comportamento da modelo, perante a câmara. As outras fotografias, considero-as boas e cumpridoras do objectivo que eu tinha perante as fotos, mostrar diferente looks possíveis com duas peças básicas. Tenho de realçar a última fotografia do trabalho. Na minha opinião, não está de acordo com o resto do trabalho e não se enquadra no espírito que eu queria que todas as fotografias transmitissem. Em primeiro lugar, não foi tirada no mesmo dia que as outras, pois não houve tempo para tudo e assim, ficou a faltar uma foto para o cumprimento dos 6 looks que tinha acordado apresentar. No dia em que tirei a foto, a luz não era de todo parecida com a das outras fotos, o dia estava cinzento e isso nota-se muito na foto. Também o ambiente em volta não corresponde ao que pretendia e tudo isso provocou o mau sucesso da foto.

Depois de escolher as fotografias representantes do trabalho final, trabalhei-as em Photoshop de modo a melhorar a luz e os pormenores de contrastes existentes nelas. De seguida adicionei o texto pretendido a cada uma, mencionando o que a modelo tinha vestido em cada look.

Para finalizar o trabalho, pensei em dar um tema ao editorial. Estava a ouvir uma música com o tema “City Life” e pensei que aquele tema, poderia ser exactamente o tema do trabalho, pois, transmitia um ar citadino e revelava que aquela era a vida da modelo na cidade. Exactamente o que o editorial queria transmitir, por isso, a partir daí mencionar o tema juntamente com o trabalho era adicionar um complemento indispensável ao mesmo.

Ao adicionar o tema “City Life” ao trabalho, procurei um tipo de letra que envolvesse as palavras no espírito do editorial. Ao ver vários resultados, fui brincando com o que tinha e criei assim, um logótipo que se associa ao trabalho. Foi por isso que depois mais tarde adicionei-o à capa do trabalho.

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Mª Madalena Marques

Como me comprometi a fazer no plano inicial, o meu projecto consiste num vídeo constituído por uma sequência de fotografias que, ao serem passadas rapidamente, dão a sensação de movimento. O tema pelo qual optei, “o desenho como solução para os problemas”, também está presente no produto final, embora a história não seja a mesma que idealizei inicialmente. Esta consistia nas várias tentativas da personagem solucionar os obstáculos até decidir desenhar uma porta que a levava a um mundo desenhado, uma espécie de “paraíso”. Optei, no entanto, por uma história mais simples e curta, em que a personagem desenha uma bola, que se vai tornar o problema, pois o ataca quando menos espera. O desenho vai resolver a situação da bola, que voa livre e perigosamente sobre o personagem, tomando a forma de uma corda que vai servir para a prender. Assim, este pode puxá-la para si e rebentá-la com o lápis, acabando de vez com o problema. Atribui como título a palavra “Croquis”, que significa esboço em francês, porque afinal, toda a acção se desenrola em torno de simples esboços.

Este pequeno vídeo dura cerca de 40 segundos. O reduzido tempo de duração deve-se ao demorado processo de realização que este tipo de trabalho exige. Quando idealizei o projecto, tinha em mente conceber os desenhos à mão, numa folha de papel. Só após a sua transformação em ficheiros JPEG, através do scanner, iria juntá-los às fotografias, no Photoshop. Este método, porém, vir-se-ia a revelar extremamente demoroso e, por isso, inadequado para o tempo que dispunha. Optei, então, pela utilização de uma mesa digitalizadora, que permite desenhar directamente na fotografia, no Photoshop.

Como era planeado, o vídeo foi editado no movie maker, visto que era o programa mais acessível que permite fazer o que era pretendido. A maioria das fotografias tem duração de 0,08 segundos, sendo que algumas excedem este tempo, de modo a dar a ilusão de movimentos mais lentas. Recorri também ao intercalamento de fotografias para que acções, como por exemplo desenhar, tivessem um maior tempo de duração. Para obter esse efeito, optei também por, com a mesma fotografia, fazer vários desenhos, de modo a que apenas estes se movimentassem e a personagem permanece-se imóvel. É através do uso equilibrado e reflectido destes métodos, que é uma sequência de fotografias é transformada no que se pode chamar um vídeo, onde o movimento é o mais natural e fluído possível. Claro, é necessário ter em conta as circunstâncias em que é feito, já que se trata de um stopmotion. Aliás, o efeito tremido que se pode observar no vídeo é planeado, já que proporciona uma maior expressividade e vida.

De uma forma geral, optei pela simplicidade das figuras e cores, não de uma maneira desleixada, mas sim de forma a tornar a imagem desafogada de elementos desnecessários. Assim, ao escolher um cenário claro e uma camisola branca para a personagem, pude salientar a expressão facial e os desenhos feitos a preto. Inicialmente ia pôr toda a sequência a preto e branco, no entanto, depois, pareceu-me desnecessário, já que as fotografias não tinham muita cor já por si.

Mantive a ideia de fazer os desenhos tipo esboços que, além de ser a forma mais rápida de os fazer, contribui para a expressividade que um vídeo deste tipo possui.

Como já tinha decidido antes, filme não tem falas, apenas música que acompanha o movimento. As falas eram, na verdade, desnecessárias, já que a história é simples e perceptível apenas pelas expressões e movimentos da personagem.

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Todos os projectos em SlideShow

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