Trabalhos finais da OA12 Ut12 2009/2010; Os finalistas de 2009/2010 por eles próprios.

Mais um ano que terminou… Aulas e exames ficam para trás e é todo um novo percurso que se abre para o futuro. Para todos os que comigo partilharam esta viagem, desejo as maiores felicidades. Tenho a convicção de que esta experiência comum contribuiu para o enriquecimento pessoal de todos. Até um dia destes e… façam o favor de fazer algo de extraordinário com as vossas vidas!

Deixo-vos aqui o texto e a imagem de apresentação pessoal dos alunos finalistas do 12º N da Esc. Sec. de Santa Maria de Sintra, produto da última unidade de trabalho realizada, a OA12 UT12 2009/2010.

Carlota Gavinho

No meu ponto de vista cada pessoa tem a sua maneira de ver a vida e isso vai influenciar a interpretação artística de quem pinta, desenha, constrói… isto vai definir o tipo de artistas que somos.

Visto este projecto ser a criação de algo que nos vá retratar, julgo que a imagem por nós elaborada, deva ser coerente e bastante concisa. A nossa fotografia tem de aparecer para dar a conhecer quem somos, assim como um trabalho que nos identifiquemos mais e demonstre um pouco de nós.

Digo isto por mim, mas …julgo que sou ainda um pouco nova e não tenho conhecimentos suficientes nem técnicas apuradas para dizer que sou uma artista, não me posso comparar com génios da pintura do desenho por isso julgo que este trabalho vai ser um pouco complicado, pois acho que ainda não existe algo que me defina concretamente. Por esta razão pensei em criar um retracto um pouco “turvo” para demonstrar algo que ainda não esta bem definido, fazendo uma comparação aquilo que sou realmente.

Como pessoa que gosta de desenhar, julgo que tenho uma maneira peculiar de ver as coisas, gosto muito do surreal e do inexistente, são campos artísticos que me fascinam, estas duas componentes são bastante interessantes e importantes para mim, pois julgo ainda viver num mundo diferente. Todas as pessoas tem o seu Q.B. de loucura e julgo ser saudável, no meu ponto de vista, alguém que queira singrar no mundo das artes jamais poderá esconder a sua loucura, pois é ela que vai dar a essência a tudo o que cria.

Neste breve comentário sobre as minhas características artísticas pouco falei sobre mim, mas julgo não estar há vontade para dizer o quer que seja sobre a minha maneira de desenhar ou pintar, para mim artistas são aquelas pessoas que já têm uma vida repleta de conhecimentos e técnicas adquiridas, sendo assim julgo ainda não ser ninguém nesse mundo fascinante.

Mariana Santos

A arte tem um papel muito importante na nossa sociedade na medida que é através dela que tudo é representado. Os factores políticos, ambientais, económicos e culturais são-nos expostos através desta, quer seja um cartoon ou fotografia, é com estes que conseguimos entender um certo período de tempo.

Para mim a arte tem bastante importância porque acho que é a melhor forma de representarmos o que realmente somos e sentimos, e é nesta área que pretendo trabalhar futuramente.

Quanto à minha arte creio que é através dela que me apresento como pessoa e artista. É através dela e com os meus desenhos que expresso certos sentimentos e emoções.

Posso dizer que a minha arte consiste basicamente no desenho, maioritariamente feito à mão, sendo também por vezes realizado em formato digital. Realizo também algumas colagens mas não com tanta frequência. Gosto bastante de desenhos lineares e creio que grande parte dos meus desenhos passam por isso.

Sinto-me bastante influenciada por artistas como Alex Pardee, Pat Perry e a dupla Herakut em termos temáticos do desenho e por Gabriel Moreno em termos técnicos.

Pedro Viçoso

A minha arte é subjectiva, liberta sentimentos de tristeza, mas também de felicidade, transmito para o papel aquilo que sinto seja bom ou mau, desenho o que vejo como quero ver, com os defeitos e toques especiais que torna o meu traço diferente e artístico.

Com rapidez, visualizo e reproduzo uma primeira ideia, um primeiro esboço mental, que me permite com facilidade visualizar numa folha em branco essa imagem mental, e seguindo as varias etapas mentais da criação de um desenho reproduzo numa folha a imagem que pretendia passar da minha cabeça para o papel.

Tenho tendências para recriar uma cópia parecida não igual de desenhos já existentes, como personagens de meios de entretenimento, paisagens, tudo o que vejo que me desperta a atenção.

Gosto de criar ilustrações da minha imaginação, imagens esquisitas e surrealistas, distorcidas e curiosas, mas também pequenas criações de imagens cómicas, exprimindo situações e reacções engraçadas.

Contudo ainda não encontrei o tipo de arte que realmente me preenche, que me faça sentir completamente satisfeito com algo por mim criado. Tenho facilidade em praticar várias técnicas e maneiras de desenhar, mas aplico sempre o meu toque artístico.

Tenho a minha própria visão das coisas, a minha própria maneira de exprimir o que vejo em mim e a minha maneira única de desenhar.

Madalena Marques

Não considero ter um estilo ou técnica artística que me defina, isto porque estou ainda numa fase de experimentação, a minha mente está aberta a novas ideias e perspectivas. A “minha” arte tem, contudo, traços característicos, como o carácter expressivo e livre dos meus desenhos a tinta-da-china e aguarela. Penso que os meus principais talentos são no desenho a grafite, nomeadamente desenho à vista. No entanto, gosto de trabalhar com outros materiais e técnicas, com os quais também tenho sucesso, como é o caso dos lápis de cor e de trabalhos mais abstractos onde jogo com a cor e formas.

Na minha opinião, as artes visuais são uma forma de expressão, causando assim diversas consequências nos observadores. Já que, uma obra de arte pretende causar alguma emoção no espectador, e todas as pessoas reagem e sentem de forma diferente, o que pode ser algo mais significativo para mim, pode passar despercebido a quem está ao meu lado. Penso por isso, que a maior preocupação de um artista é chegar, de qualquer maneira, à mente do público.

É este poder de provocar as mais variadas emoções nas pessoas, que as artes visuais detêm, que mais me desperta o interesse pelas mesmas.

RúbenPedroso

Os meus interesses e gostos pessoais, baseiam-se especificamente nas artes. Antigamente o meu gosto por design, fazia de mim um apreciador nato e atento a tudo o que se passava nesse meio. Passado cerca de ano e meio, descobri a moda e a sua vertente criativa e regeneradora, isso fez-me pensar em todas as oportunidades e meios criativos existentes dentro desse sector. Vi no mundo da moda, um meio mais acessível que o design, logo, mais experimental e perto de mim, e de certo modo de todos nós, quer queiramos quer não. A arte em si, falando de desenho e outros meios artísticos, veio até mim por meio da escola. Trabalhos muito interessantes e oportunidades únicas, surgiram durante estes três anos, em que estive especificamente nesta área. Conheci novos tipos de tinta, papel e técnicas. Utilizei todos eles e experimentei-os, dou destaque à técnica de Jackson Pollock, o “dripping”, com a qual me identifiquei muito, pois é muito livre e espontânea, parte muito do acaso e do estudo do movimento corporal. Como ponto alto destes anos, aponto o Projecto Artístico Individual, em que fiz exactamente o que gosto, pois tive a oportunidade de trabalhar e explorar aquilo que gostaria de fazer no futuro.

↑Sofia Vilalva

Sempre que eu penso em arte como conceito vêem-me varias palavras à cabeça tais como sentimentos, expressão, liberdade, comunicação, e devido à diversidade de conceitos cheguei à conclusão que para mim arte é vida, porque ela está em todo o lado, e porque é impensável ela não existir. Isto porque até num sítio como uma clínica de dentista podemos encontrar arte quer seja na decoração do espaço, pelo logótipo, ou até a cadeira do dentista.

Por vezes as melhores ideias são as que surgem quando menos se está à espera, e acho que isso acontece muito comigo, ao pensar em coisas totalmente diferentes, chegam-me ideias de futuros trabalhos ou resoluções para um trabalho em curso, e não é apenas um trabalho mental, às vezes basta ter uma folha de papel e uma caneta para fazer desenhos aleatórios e de repente surge uma ideia, no meio de curvas e riscos.

Eu não gosto de me considerar uma artista porque tenho muito que aprender mas sei dentro de mim que eu não poderia estar noutra área porque só me sinto bem de mãos dadas com a arte, ela mudou a minha maneira de olhar a vida.

Vânia Neto

Como pessoa, penso que estou satisfeita com os meus conhecimentos, as minhas capacidades, porém sabendo que poderia sempre fazer melhor. Definindo-me como artista, sei que estou apta para desempenhar qualquer tipo de trabalho nesta área de artes visuais, tendo nos trabalhos que vim a realizar este ano, na maioria, algum sucesso e orgulho da minha parte.

O que me fez escolher estes elementos apresentados na foto (expressão facial e fundo) foi o simples facto de representar o meu “eu” através da pintura que fiz, mostrando que sou espontânea, tal como a técnica utilizada por Pollock e recriada por mim. Quanto à minha expressão, demonstra que sou uma pessoa alegre e divertida.

Esta área onde me inscrevi não só foi uma atitude que tive que tomar, como o caminho que achei que mais ia preencher o meu interior, pois como toda a gente, eu tenho um objectivo, que no meu caso resume-se a fazer aquilo que gosto: criar, desenhar ou fotografar. No fundo sou uma pessoa criativa que adora levar as coisas até ao seu limite, até ao seu mínimo pormenor, para que chegue ao final de cada projecto e pense que realmente valeram a pena todos os esforços.

Rebeca Lopes

As artes visuais não têm apenas papel de estética, de tornar algo “mais belo”, torna um espaço mais apelativo e interessante. Para mim, artes  são um meio de expressão, são um meio para um artista poder mostrar aquilo que pensa ou que sente, de mostrar aquilo de que é capaz, é como se fosse a voz do artista. As artes são uma forma de os artista intervirem no mundo e na sociedade.

Estas caracteristicas, são aquilo que tornam as artes intressantes e importantes para mim, porque, para além de eu gostar de desenhar, pintar ou criar, é uma forma de mostrar aquilo que sou capaz e uma forma de me expressar. E, talvez aquilo que me atrai na arte é puder intervir e criar mudanças através de qualquer tipo de arte e não só, tanto como pintura, escultura, moda, cinema, dança, diversas formas de intrevir e mudar e apelar a sociedade.

Como artista não tenho nenhum talento específico, faço um pouco de tudo, mas as minhas preferências são pintura, desenho e fotografia.

Inês Neto dos Santos

Por vezes, o racionalizar da arte cansa-me. Porque não poderemos nós apreciar qualquer peça artística, indo para alem do seu significado, admirando-a apenas pelo modo como nos faz sentir? Rapidamente me apercebo: racionalizar é o que fazemos. Reflectir, tentar entender o que vemos, é o que faz de nós seres humanos. E é, na verdade, o que mais me caracteriza – e talvez por isso me arrelie tanto.

O meu pensamento flui a alta velocidade e, muitas das vezes, embacia-me a visão. Não digo uma palavra que não tenha passado pelos milhares de filtros na minha mente, que não tenha sido testada e alterada das mais variadas maneiras.

Perante a arte, no momento da criação, todo este intrincado processo desaparece. No breve momento em que o lápis toca a folha, a minha mente abre-se, deixa sair toda a confusão habitual e é, por segundos, livre. É deste modo que estou certa do quanto desejo que a Arte faça parte da minha vida. Não só para ocupar tempo livre, mas para me dedicar a ela de corpo e alma.

Quero explorá-la, desafiar-me, perceber até que ponto posso ir ou se existem, sequer, limites. Quero libertar-me deste pensar exagerado, já que a arte é liberdade.

Joana Moreira

A arte é um conceito sem definição ou, por outro lado, um conceito muito abrangente, pode ter inúmeras definições. É, basicamente aquilo que quisermos que seja, é isso que a define.

E artista? O artista é aquele que tem a capacidade de transformar o que quer transmitir em algo “concreto” a que chamamos arte? Se assim for, todos somos artistas, cada um com o seu estilo e cada um com a sua arte.

Enquanto artista, considero que ainda não tenho um estilo bem definido. No entanto, acho que me destaco nos trabalhos mais gráficos e, pessoalmente, gosto de tudo o que tenha a ver com imagem, fotografia e edição. Na área de desenho acho que me destaco melhor no esboço a grafite, especialmente em desenho à vista e, na pintura, principalmente a pastel de óleo mas também consigo obter bons resultados com aguarelas e lápis de cor.

O que mais gosto neste conceito, a arte, é do facto de ser capaz de se adaptar a nós e de nos dar a oportunidade de a transformar no que queremos e de transmitirmos através dela a nossa personalidade ou a nossa opinião sobre algo.

Mariana Leiria

A arte, para uma aspirante desenhadora, criadora, designer ou arquitecta, é onde posso expressar o que tenho de melhor, os meus sentimentos, aquilo que acho que se poderá enquadrar com as emoções e expressões da sociedade.

O meu trabalho é o melhor caminho para mostrar aquilo que penso. Onde me considero mais forte, as áreas em que consigo destacar mais a minha presença são os trabalhos relacionados com a parte abstracta, através dos movimentos e das cores, na fotografia direccionanda para a fotografia representativa incidindo nas expressões e ideologias por detrás , na realização e idealização de cartazes para mostrar um conceito proposto e o trabalho com objectos alterando-os e modificando para um determinado fim.

Faço-o para me expressar e explicar que não são só mais um conjunto de cores e movimentos e expressões. Faço-o para mostrar que a Arte é importante.

Sou apenas mais uma aprendiz, alguém que tem aquela “sede de conhecimento” e que está pronta para novos desafios, novas etapas. Pode não ser fácil chegar ao topo, mas acredito que nesta área, como em todas as outras, o trabalho é compensatório, não basta apenas ser artista, ninguém é artista.

Anabela Antunes

Desde sempre que me identifico com as artes visuais. Sou uma pessoa que não gosta de passar despercebida. Embora não seja extrovertida, esta minha carcterística revela-se através da minha aparência e da minha arte.

Como artista gosto de experimentar e misturar técnicas de pintura. Habitualmente, ando sempre com o meu diário gráfico na mão, pois o desenho é algo que sinto  necessidade de praticar constantemente. Assim através destas experiências, tentativas falhadas ou não, com o tempo hei de descobrir qual é a minha arte, o meu estilo característico.

Possuo alguma facilidade em aprender novas técnicas,  tanto físicas como digitais, pois acho que é essêncial saber um pouco sobre cada área das artes para assim conseguir decidir qual delas gosto mais.

As artes visuais possuem diversas vertentes que nos rodeiam no dia-a-dia: a arquitectura, o design, a pintura. Estas podem solucionar problemas do nosso quotidiano promovendo assim uma vida mais confortável e agradável. Este é o papel das artes que acho mais interessante e no qual gostaria de me envolver no meu futuro: solucionar problemas aplicáveis fisícamente, através das artes.

Marta Arnaldo

Sou uma rapariga que adora ver desenhos animados desde que era pequena e que gostava de poder fazer ou participar nalgum filme ou desenho animado conhecido algum dia.

Desde que era pequena os meus pais falavam-me muito de arte e levavam-me a museus, cheguei a visitar o museu Van Gogh em Amesterdão e o museu Picasso e Dalí em Barcelona.

Entrei no 11º ano de Artes na escola Santa Maria de Sintra. Durante estes dois anos tive muitas dificuldades em acompanhar o ritmo dos meus colegas de turma, Geometria Descritiva foi um grande problema que tive, pois não tinha tido no primeiro ano mas mesmo assim não a anulei  e continuei até conseguir pelo menos aprovar a disciplina! Desenho tinha e tenho muitas dificuldades, não aprendi as técnicas e por muito que peça ajuda acabo depois por não fazer como devia fazer.

A minha arte baseia-se mais na chamada “tecnologia”, dou-me melhor com o Photoshop do que o papel. Para o ano que vem em principio devo entrar para a ETIC e tirar um curso de Animação 2D e 3D e depois ter uma carreira no ramo da publicidade e da animação.

Sara Mateus

Sou uma pessoa divertida, bastante sonhadora e que gosta muito de pensar. Como artista tento transportar um pouco dessa minha personalidade para os meus trabalhos. Gosto de arte abstracta, pois alem de podermos expressar o que estamos a sentir nesse momento, os nossos sentimentos e emoções, podemos também obter varias interpretações dessa mesma arte. No meu ponto de vista, quando olharmos para uma pintura abstracta, é como que se estivéssemos a olhar para nos próprios. As informações que tiramos dela, são uma mistura entre os nossos sentimentos/emoções e a nossa própria pessoa, o nosso “eu”. É com este tipo de arte, a arte abstracta, que eu mais me identifico.

Durante este ano lectivo, foram-nos propostos alguns trabalhos com regras bem estruturadas, e outros que foram deixados um pouco ao critério de cada aluno. Vi, nestes últimos, uma óptima oportunidade para me expressar como artista. Acho que, uma das marcas dos meus trabalhos é a cor. Tento sempre utilizar algumas cores fortes, que podem variar entre o azul e o verde, mas o preto esta sempre presente. Também tento fazer com que, ao olharem para os meus trabalhos, as pessoas possam reconhecer-se neles. Possam utilizar a sua imaginação e sonhar.

António Nascimento

Simples e eficaz, é como eu caracterizo a minha persona artística.

Eu gosto de ser muito objectivo, gosto de passar uma mensagem, gosto de expressar a minha opinião ou criticar algo que me desagrade, gosto que uma obra transmita sensações, que faça pensar, que seja mais do que só uma obra para ver.

Uma das técnicas que eu aprecio e que a meu ver melhor consegue expressar algo significativo, é a colagem. A colagem é, por si, uma técnica que pode abranger todo o tipo de técnicas e juntar tudo numa só obra. E com isto, a colagem permite uma expressão artística muito variável a todo nível, com diferentes texturas, diferentes forma ou diversas matérias.

Eu valorizo muito a inspiração, para que a arte tenha interesse, é necessário que ocorra um determinado estado de espírito facilitador da criatividade.

A arte para mim é um meio de comunicação, uma língua universal com várias traduções. É muito interessante saber que uma obra pode ter várias interpretações dependendo do ponto de vista de cada pessoa.

João Tomé

Eu como pessoa tal como o “eu artista” tenho uma grande capacidade de permanecer tranquilo em situações que o comum dos mortais teria grande dificuldade em se controlar. Tranquilidade essa que por vezes me prejudica quanto ao comprimento dos prazos estabelecidos das tarefas e por vezes chego a ser possuidor de um desleixo que chega ao ponto de não entregar os trabalhos na data estabelecida. Apesar da minha extrema tranquilidade sou uma pessoa que desiste rapidamente quando algo não se apresenta de acordo com as minhas ambições. Fazendo com que um trabalho que pudesse ser fraco mas positivo se transformasse num zero na pauta.

A minha filosofia de vida baseia-se na maioridade na teoria do carpe diem do poeta Horácio que eu sigo como ídolo embora seja um pouco antiquado juntamente com a minha falta de incentivo que talvez por ainda não saiba o que quero fazer da minha vida quando sair do secundário…

Resumidamente eu sou prejudicado não por motivos familiares, físicos, etc. mas sim por mim próprio que devido aos meus maiores defeitos que se sobrepõem as minhas qualidades não deixando que seja mais bem sucedido nas actividades em que participo.

Bruna Lucas

Eu, na minha busca incessante por saber quem realmente sou, dou de caras muitas vezes com aquela minha maldita característica; a indecisão, que muitas vezes me limita e me deixa sem saber o que fazer, que me confunde e me deixa sem certezas.

Arte, demonstração abstracta de algo que somente o artista percebe, a mais pura manifestação do subjectivo, forma de expressarmos o que sentimos, pensamos e realmente somos sem termos que dizer nada. Área restrita só para aqueles que conseguem mostrar sem medos aquilo que são e que conseguem fazer com que a razão e os sentimentos se unam num só traço.

Eu e a arte, será que existe alguma relação? Sim, existe, por muito que tente considero-me uma mera aspirante a artista mas sinto que em cada um dos meus trabalhos está sempre impressa a minha indecisão, em cada traço existe um rasto de incerteza e em cada ponto está gravado um momento. Para mim a arte é sempre um tiro no escuro, uma incerteza absoluta mas ao mesmo tempo é a única forma de me dar a conhecer sem reservas e no meu estado mais simples e mais puro.

Mariana Gouveia Fazenda

O meu conceito de arte é a exploração e desenvolvimento da nossa criatividade e técnicas. Não há limites quando se trata de arte, devemos sujeitar-nos à nossa inspiração e estado de espírito quando estamos a criar.

Os recursos com que me sinto mais à vontade são lápis de cor, caneta, e fotografia. Prefiro trabalhar, sobretudo, com temas como fantasia/animação, mangas ou desenhos relacionados com a arte japonesa, e abstraccionismo.

O tema da fantasia relaciona-se com a minha maneira de ser, na medida em que, apesar de ser responsável e séria quando necessário, sou na maior parte do tempo uma pessoa alegre, quase criança, embora não me considere ingénua.

Tenho, também, um enorme fascínio por toda a arte nipónica, e, ao desenhar personagens de mangas e gueixas, sinto-me mais próxima daquilo que admiro.

Já ao fazer obras abstraccionistas, estamos a permitir-nos a nós mesmos uma liberdade de pensamento, movimento e técnicas, que, a meu ver, é o contacto mais directo entre a mente do artista e a sua obra.

Para além das obras, a arte para mim também passa pelo teatro e pela dança, e estas são duas vertentes que gostaria de ver mais aprofundadas por mim.

Ricardo Cardoso

Na minha maneira de ver, julgo ter uma maneira de desenhar e pintar ainda pouco definida pois ainda estou a aprender e adquirir conhecimentos. No entanto a representação dos meus trabalhos têm a minha ‘’assinatura’’

Tenho vários estilos de que gosto no entanto ainda não optei por nenhum deles, porque primeiro tenho de dominar o desenho antes de escolher. Na minha opinião todo o artista tem de ter bases gerais após ter adquirido esses conhecimentos pode então optar por qualquer técnica que seja pois vai encontrar-se à vontade em qualquer campo artístico, do surrealismo ao cubismo.

Resolvi criar a minha imagem de representação com o meu melhor trabalho, no meu ponto de vista. Para enquadrar a minha fotografia com o trabalho, optei por criar uma interacção com os dois.

Para finalizar gostei de fazer este trabalho apesar de não ter um historial que me permitisse ter uma melhor abordagem deste trabalho.

Mariana Calaboiça

O universo das artes permite exprimir as nossas ideias, imaginação e originalidade. Esta é a área onde consigo expor os meus gostos e exprimir os sentimentos sem ter medo de arriscar novas coisas.

As minhas concepções são a melhor alternativa para ilustrar os meus sentimentos e os meus pensamentos em relação a vários temas, não só pessoais mas sociais.

Da grande variedade existente, as colagens são dos trabalhos que mais acho interessantes, tais como fotografia ou montagens de imagens. O meu trabalho prima por ser simples e sem ter grande quantidade de coisas, sei que posso transmitir a informação necessária. Gosto de optar pela simplicidade de uma forma arriscada e vanguardista.

Vivo uma fase de aprendizagem que gosto de observar também o trabalho dos meus colegas e assim poder evoluir também.

A minha visão artística é a mais simplificada possível mas objectiva e assim gosto de deixar a minha marca de uma forma arrojada posso expor o meu trabalho e penso que todas as pessoas conseguem entender.

Nuno Beijinho

Eu faço o que quero com a arte, ela não é definitiva. Troco os pés nela,    tropeço e levanto-me. Aqui, a arte não é um conceito abstracto, ponho-lhe as mãos em cima, parece terra, fria e solta.

Se sou o mesmo para a arte, isso já não sei. Ela canta-me cantigas decoradas, às vezes alto, outras baixo, como se estivesse a rezar. Mas o que oiço eu escrevo, eu rabisco num papel amarrotado, não o perco!

E assim considero sobre mim, sobre esse jogo que existe entre a arte e o que sou, o que ela desempenha em mim. Considero sobre o que eu faço, sobre os meus talentos. Considero sobre a minha visão.

Eu prendo-me no óbvio, no que está à mão. Numa expressão qualquer, ou num frigorífico entreaberto, numa cama desfeita, em dizeres antigos, em lixos amontoados num canto de um barracão. Prendo-me com um monte de classificados num jornal, leio e releio, uma carta velha.

A arte vejo-a como muito mais do que um pincel afinado a manchar uma tela com perfeição, do que mãos hábeis na pedra rija. Arte vejo-a como um registo singular de olhar para o que está à nossa volta.

Miguel Rosa

Na minha opinião a base do meu trabalho é a espontaneidade, o tentar fazer algo diferente, algo inesperado, é fazer algo que não lembre a ninguém. O meu trabalho baseia-se muito em ideias que podem parecer um pouco absurdas e a partir daí, tento recria-las de maneira a que possam fazer sentido. Pois essa ideia de ser absurdo e de ser diferente tem as suas vantagens por ser uma inovação e vai dar nas vistas, mas também pode trazer algumas desvantagens porque nem sempre a inovação é vista com bons olhos. É por estas razoes, que em certos momentos tenho uma visão da vida bastante peculiar, em que tudo é um sonho e que os bons momentos são os “sonhos cor-de-rosa” e passam da maneira que nós queremos e que os maus momentos são pesadelos em que facilmente conseguimos tomar conta da situação e molda-la de maneira que nos seja favorável. Pensando desta maneira os maus momentos parecem insignificantes e dá-nos uma motivação para a vida.

Vanessa Henriques

Descrever um artista nunca é fácil, principalmente se o objectivo é descrevermo-nos a nós próprios enquanto artistas, pois nesse caso a tarefa é realmente difícil. Para cumprir o objectivo, irei começar por me descrever enquanto pessoa, pois é a pessoa que cria o artista e não o contrário, ainda que se completem.

Como pessoa considero-me cheia de vida e divertida, e por isso claramente se observa esses factos em tudo o que faço, pois é impossível não personalizar as nossas obras, por muito limitadas que possam ser, por exemplo, quando se trata de trabalhos escolares, nos quais somos avaliados e que não nos permitem a total liberdade. Mas mesmo assim, a nossa personalidade é notável na escolha de materiais, cores, etc.

Como artista, considero-me ainda em formação. Tudo o que encaro como, “as minhas obras” é bastante pessoal, ou seja, deposito uma grande parte de mim, nelas e quem me conhece afirma claramente ser da minha autoria.

Como todos os estudantes de artes visuais, quero deixar a minha marca no mundo, no meu caso, no mundo do design, que é a área que pretendo seguir.

Anúncios