Enunciado OA12 UT1 2010/2011-“Ponto Polka”

Definição e Objectivos

Pretende-se representar, de vários modos e em diferentes contextos, as distorções ocorridas num padrão bidimensional criado a partir de uma série de círculos (pontos) quando sobre este se actua no sentido de o dobrar e/ou amachucar. Esses pontos que até então se apresentavam como planos e portadores de uma certa ordem e ritmo, passarão assim a sugerir volumetrias diversas decorrentes da sua deformação.

Percurso e Metodologias

Esta unidade de trabalho irá desenrolar-se em 6 fases.

Todos os suportes utilizados, serão de formato A3, marginados a 1cm – excepto o modelo da fase 1 – e devidamente identificados e legendados.

Fase 1: Modelo. Numa folha de papel de formato A3, traça levemente um rectângulo com 32×14 cm, centrado na folha. Divide este rectângulo em quatro partes no sentido vertical e em oito partes no sentido horizontal (comprimento). No seu interior, traça quatro losangos em cujos vértices irás centrar, com o compasso, treze circunferências com 3,5 cm de raio – ver figura.

Pinta o interior das circunferências a negro sólido, com tinta-da-china, depois de teres traçado os contornos com caneta preta, a compasso.

Fase 2: “Ondulação” – Representação Gráfica e Plástica. Dobra suavemente a tua folha-modelo sem vincar, de modo a obter um padrão visual de círculos com diferentes curvaturas e ondulações. Num outro suporte A3, começa por representar a lápis o modelo e os padrões visuais que este ostenta.

Define uma divisão do mesmo em duas áreas com configuração à tua escolha. Dentro de cada uma dessas áreas procurarás atingir objectivos de representação diferentes; numa das áreas recorre apenas ao preto e ao branco, sem nuances, de modo a obter uma representação gráfica. Na outra área utiliza todo o espectro possível de gradações de cinza, entre o branco e o preto, de modo a obter uma representação completa dos valores e sombras que observas. Utiliza tinta-da-china.

Fase 3: “Ondulação” – Esboços rápidos. Executa uma série de registos rápidos do teu modelo (4 a 6 por folha), tendo o cuidado de variar o ponto de vista em cada um deles. É importante deixar que a espontaneidade dos registos se sobreponha à necessidade de rigor na representação. Utiliza caneta preta e/ou lápis.

Fase 4: “Ondulação” – Registo impressionista. Executa um registo rápido a tinta-da-china do teu modelo que consista mais numa “impressão” do que numa representação. Tenta reduzir ao mínimo ou mesmo eliminar o desenho preparatório e tem em atenção a boa ocupação do suporte por parte do teu registo. Investiga os desenhos de Rembrandt e de Tavik Simon como referência para esta fase.

Fase 5: “Quebra” – Representação Gráfica e Plástica. Amachuca o teu modelo de modo a obter um padrão de com vincos e quebras. Procede à sua representação nos mesmos moldes usados na fase 2 e usando os mesmos meios.

Fase 6: “Quebra e Ondulação” – Padrão gráfico. Cria um padrão gráfico que conjugue círculos de diferentes tamanhos e tonalidades, utilizando tinta-da-china aplicada com pincel. Tem em atenção a criação de ritmos definidos pela repetição e pelo emprego de diferentes densidades nos círculos representados e na sugestão de existência de planos sobrepostos, com diferentes proximidades.

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