Maya Kulenovic (1975-); A Guerra e a Redenção…

A obra desta artista canadiana nascida em Sarajevo é plena de mistério, sugerindo ambientes ou rostos que escondem mais do que revelam, apesar de serem representados de uma forma que se pode considerar realista. A sua técnica – óleo – é usada de um modo invulgar e assenta no uso de velaturas; a cor é construída camada após camada, com grande grau de diluição e pouco pigmento. O efeito conseguido é assim diáfano e misterioso…

Na sua obra está presente o elemento perturbador da guerra e da violência. Sem dúvida um testemunho dos episódios que vivenciou directa ou indirectamente na sua terra natal, a actual Bósnia-Hezegovina.

“A maioria dos meus trabalhos referem-se à guerra, à mortalidade e à fragilidade da cultura. As experiências extremas da guerra e do genocídio como loucuras colectivas, evocam um elemento de caos e transformam a nossa consciência colectiva, despertando tanto a sua faceta criativa como destrutiva. Penso na minha pintura como uma investigação na área da escassa fiabilidade da segurança, posses e conhecimento e a procura de algum tipo de espiritualidade como uma promessa de compaixão…”

“…Most of my works bear some reference to war, mortality and fragility of culture. The extreme experiences of war and genocide, as collective madness, evoke an element of chaos and transform our collective consciousness, bringing out both its creative and destructive elements. I think of my paintings as investigations into the unreliable nature of safety, possessions and knowledge – and the search for spirituality of some sort, as a promise of compassion…”

© Maya Kulenovic. “Rift”. 2005

© Maya Kulenovic. “Dancer”. 2008

“Even though her paintings appear to be classical in their technique, they are anything but. Maya Kulenovic’s technique is oil paint, yet there is very little paint present. She builds the painting from a simple monochrome, watery sketch done in medium with little pigment, indicating light, shadow and emotion, directly painted on canvas in broad strokes od a single wide brush. She covers the entire canvas within several minutes, and from this moment, the painting shows presence and character. Each subsequent layer, subtly changes and defines the painting, slowly enveloping it in shadow and giving it it’s volume and presence, obscuring some elements of the initial image, and revealing others. Shadow in Maya Kulenovic’s work is never empty, but it is concealing parts of the image. Transparent layers are often applied randomly and quickly, sometimes using surprising colours, introducing an element of chaos and spontaniety, undermining the classical tone of the painting. The artist then makes decisions which ones of these accidents she wishes to keep and which to erase, yet the traces of these actions can always be seen by an observant eye.

Dêem uma vista de olhos no seu site: http://www.mayakulenovic.com/paintings.htm. (Via Fita-cola)

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