Alexandre Cabanel (1823-1889); Entre o Clássico e o Romântico

Alexandre Cabanel, Auto retrato. 1852

Nem tudo no “Sala 17” é arte moderna, design ou fotografia… Por vezes é bom ter uma noção de que o conceito de arte que nos é familiar hoje nada tem a ver com os juízos que classificavam – ou não – como “arte” um determinado tipo de objectos. No caso específico da Pintura em França na segunda metade do séc. XIX, os primeiros quadros daqueles que mais tarde seriam conhecidos como “impressionistas” foram recusados em detrimento dos pintores “oficiais” da Real Academia Francesa de Pintura e Escultura, criando-se uma acesa rivalidade entre os pintores do Salão da Academia e os pintores do “Salão dos Recusados”, criado em alternativa para expor um certo tipo de pintura que rompia com as convenções académicas formais. Este Salão dos Recusados acabou por ser considerado um marco para o nascimento da pintura moderna. No entanto, muitos pintores impressionistas hoje reconhecidamente famosos (Manet, Cézanne e outros) eclipsaram outros talentosos artistas da facção “oficial”, como foi o caso de Alexandre Cabanel, cuja obra importa redescobrir. Os temas de Cabanel orbitavam em torno da mitologia clássica e o orientalismo, temas que exerciciam um grande fascínio na sociedade conservadora da época.

Relembre-se ainda que Alexandre Cabanel foi um dos mestres do pintor português José Júlio de Souza Pinto (1856-1939).

Alexandre Cabanel, O Nascimento de Vénus. 1863

Alexandre Cabanel, Phaedra. 1880

Alexandre Cabanel, Anjo Caído. 1847

Alexandre Cabanel, Cléopatra testando venenos em prisioneiros. 1887

Alexandre Cabanel, Ophelia. 1883

Alexandre Cabanel, Echo. 1874

© António Marques/ Sala 17 . 2011