Trabalhos finais da OA12 Ut10 2010/2011; Os finalistas de 2010/2011 por eles próprios.

Num instante se passou este ano! Os alunos da turma P acabaram o 12º ano a começam agora a iniciar outros voos, isto depois de umas merecidas férias, claro está!

Ei-los aqui descritos por eles próprios. Felicidades!

↓Ana Fialho

O meu eu como pessoa é um pouco complicada, muito confusa, em nunca nada está bem, tudo tem defeitos, como muito outros seres humanos.

O que é a arte para mim?

É a forma como cada um tem de expressar o que vê através da técnica mais imediata e representativa de cada um. E o que é um artista para mim, é apenas uma pessoa que vê algo diferente em objectos e coisas banais, que a maioria das pessoas não vê e que consegue fazer algo especial, que cria não só para ele próprio mas para o mundo.

O meu eu como artista?

Posso apenas dizer que sou capaz de ver em coisas banais algo especial e diferente, em que a minha teoria é, que um pedaço de carvão ou um simples lápis são apenas a extensão dos nossos dedos, e a capacidade para passarmos para o papel o que queremos. O meu traço é expressivo, as minhas capacidades limitadas, porque as ideias não me faltam, os meios nem sempre são os mais favoráveis e melhores, gosto das coisas com rigor mas nunca ficam como realmente imaginei.

↓Ana Alves

Todos os meus interesses e gostos pessoais, estão inseridos na área das artes. Desde muito nova gostava de arquitectura e pensava que era por ai que iria seguir os meus estudos, porem ao ver as portas abertas para um novo mundo (o mundo da televisão),entrei nele e fascinei-me por completo. Fiquei completamente apaixonada por tudo o que tenha haver com cameras fotográficas e cameras de filmar.

A outra vertente da arte (o desenho, a pintura) veio até mim através da escola. Tive o prazer de conhecer novos tipos de tinta e técnicas. Ao trabalhar com varias técnicas ouve umas que me identifiquei mais que outras. Gostei imenso da técnica de Jackson Pollock e Mark Rotho. Mas o trabalho que me deu mais interesse fazer foi o Projecto Artístico Individual pois com esse trabalho tive a oportunidade tão desejada de trabalhar na área que escolhi para o meu futuro.

Considero-me uma artistas ainda muito nova e com ainda muito caminho pela frente. Contudo sou uma pessoa sempre pronta a aprender e a inovar em novas técnicas.

↓André Ferreira

Por vezes, o racionalizar da arte cansa-me. Porque não poderemos nós apreciar qualquer peça artística, indo para alem do seu significado, admirando-a apenas pelo modo como nos faz sentir? Rapidamente me apercebo: racionalizar é o que fazemos. Reflectir, tentar entender o que vemos, é o que faz de nós seres humanos. E é, na verdade, o que mais me caracteriza – e talvez por isso me arrelie tanto.

O meu pensamento flui a alta velocidade e, muitas das vezes, embacia-me a visão. Não digo uma palavra que não tenha passado pelos milhares de filtros na minha mente, que não tenha sido testada e alterada das mais variadas maneiras.

Perante a arte, no momento da criação, todo este intrincado processo desaparece. No breve momento em que o lápis toca a folha, a minha mente abre-se, deixa sair toda a confusão habitual e é, por segundos, livre. É deste modo que estou certa do quanto desejo que a Arte faça parte da minha vida. Não só para ocupar tempo livre, mas para me dedicar a ela de corpo e alma.

Quero explorá-la, desafiar-me, perceber até que ponto posso ir ou se existem, sequer, limites. Quero libertar-me deste pensar exagerado, já que a arte é liberdade.

↓Ângela Costa

A arte é aquilo que fazemos dela. A matéria-prima é a mesma o que muda é quem trabalha com ela.

Considero-me tímida e reservada, dedico-me às tarefas que delineio, e tento escapar dos moldes do “comum”, e envolver-me no maravilhoso véu do estranho. Sou exigente e por vezes rigorosa, vivo com intensidade do que me proponho a mim mesma, desde um pequeno trabalho, a um projecto para a vida, porém, não tolero o engano. Sou organizada e perfeccionista. Não tenho medo de desafios e sempre persigo os meus objectivos.

Observadora, como se os meus olhos fossem uma máquina fotográfica com zoom, sou muito atenta aos pormenores, se capto algo que gosto automaticamente estou a pensar no que posso fazer com o que vi. Confiável e responsável mas com pequenas loucuras, que podem se traduzir de diversas formas. Gosto de competição tento sempre fazer superior do que já foi feito, dando o meu melhor.

Adoro pintar, desenhar, criar, mas o que eu gosto mesmo é inovar. Trabalhar com a figura Humana e a imagem em movimento é o meu objectivo, audiovisual e multimédia será o meu próximo passo.

↓Ângela Agostinho

A arte não se resume à produção de um produto final bonito e agradável à vista, fazer arte é criar sentimentos, é transportar para um suporte as emoções que nos acompanham diariamente.

De entre as artes estéticas, distinguidas pelo Homem, só a arte vista como um todo, pode-se assemelhar ao desejo universal da auto-realização que todos anseiam.

Arte é criar não seguindo regras, apenas o pensamento, e apesar de preferir trabalhar em desenhos mais objectivos tento sempre que o traço me caracterize e transmita a ideia que pretendo. A área que mais me fascina é a arquitectura, pois acho incrível como edifícios conseguem ser verdadeiras obras de arte. Além disso, até ao resultado final passa-se por diferentes etapas: o desenho, o desenho mais pormenorizado e depois a construção de algo tridimensional.

Penso que poderia desenvolver muitas técnicas seguindo este caminho e assim conseguir a minha realização pessoal. O que pretendo com os meus trabalhos é ir sempre evoluindo mantendo o meu traço pessoal, e espero assim ir ultrapassando etapas e etapas até chegar ao topo.

↓Beatriz Lavrador

O artista continua, muitas vezes, a  não ser considerado como um profissional, para muitos o artista é alguém que não tem capacidades para fazer disciplinas que necessitem de muito estudo pois é pouco trabalhador.

Na minha opinião este é alguém que tem que trabalhar mais que o comum, pois não é só a criatividade ou o jeito para o desenho que fazem o artista, mas também a sua vontade de transmitir a sua visão e absorver o conhecimento do mundo.

Eu espero vir a ser considerada artista, e quando o for aceitarei com orgulho as críticas à minha profissão. Espero também ter a oportunidade de viajar pelo mundo, ver outras culturas, outras formas de arte, que irão enriquecer o meu espírito criativo.

Eu considero-me uma pessoa alegre e bem disposta, daí a grande gama de cores que utilizei no meu auto-retrato (usando trabalhos anteriores). Tenho muito medo do que o futuro me reserva mas ao mesmo tempo uma grande vontade de evoluir nesta área que sempre foi a minha paixão.

↓Bruna Horto

Nunca soube muito concretamente que profissão queria ter quando chegasse a altura de me decidir, mas sempre soube que a arte terá de ser uma grande parte dessa profissão caso contrário estarei a ir contra as minhas proprias crenças.

Eu sou uma fiel crente da teoria que cada pessoa deve fazer aquilo que realmente a faz feliz. A arte faz-me filiz. Desenhar faz-me sentir relaxada. Quando estou num processo de criação, em que a imaginação começa a libertar-se, os traços no papel começam a fluir, a ganhar forma e a fazer sentido, o tempo passa sem me aperceber, como se não existisse.

Aquilo que mais desejo do meu trabalho enquanto “aspirante a artista” é criar algo tão pertinente capaz de provocar emoções extremas. Criar uma imagem que possa ser observada durante horas antes do tédio chegar. Algo que seja mais do que agradável aos olhos e que nos toque para além do aspecto estético.

↓Catarina Jacinto

Na pequena visão que eu tenho do mundo a minha volta penso que a arte é algo cada vez mais importante na nossa sociedade pois é através da arte que representamos tudo. E quando falo de arte falo de desenhos, pinturas, fotografias, esculturas, teatro, cinema, etc…

Uma vez que cada pessoa tem a sua maneira de ver as coisas e interpretá-las não há um consenso sobre o que é a arte, no entanto cada pessoa se expressa da forma com que mais se sente à vontade.

No meu caso o tipo de arte que me deixa realizada é a arte do espectáculo. Eu adoro representar (e até tenho algum jeito!) e tenciono fazer disso uma profissão no futuro. O teatro é para mim uma forma de arte genuina e que vive um pouco do improviso e por isso todas as peças são fascinantes e únicas.

Neste momento não me posso considerar uma artista, não sou ninguém num mundo que está replecto de pessoas experiêntes e talentosas, sou apenas alguém que um dia sonha chegar ao patamar de artista.

Sinto que por estar ligada ao mundo das artes aprendi a ver a vida com outros olhos.

↓Débora Lopes

A minha pessoa chama-se Débora Lopes, mas gosta de escrever o seu último nome com “z”, é para ser artístico. Então como se vai apresentar enquanto pessoa e como artista?

É muito fácil!

Enquanto pessoa sou simpática, optimista mas às vezes as coisas não correm como espera que corram, estou sempre bem-disposta e tenho uma veiazinha para estar sempre na conversa. Este é um talento inato da minha pessoa.

Gosto de cinema, especialmente dos filmes da Disney e até gostava de estar relacionada com os grandes projectos dessa mesma. Contudo gosto de ouvir música até dizer chega mais concretamente Bon Jovi. E por fim gosto de desenhar bonecos manga e gostas de outras coisas, mas por agora chegam estas.

E sobre a Arte?

A arte pode ter muitas definições, porém para mim a arte é algo que vai estar sempre relacionada com o meu futuro. Quanto a ser uma artista, escolhi-a porque não só gosto de arte como também gosto de criar e do que ela provoca em mim, pois a arte também pode ser uma mistura de diversos sentimentos ou afins.

↓Mariana Silva

Definir-me como artista será uma tarefa complicada de realizar. Não me defino sequer como artista, defino-me apenas como estudante de artes visuais, não considero que tenha alma de artista, “estou a construí-la”, ainda estou no início de uma longa carreira que espero que seja promissora. Considero-me uma estudante atenta, pronta a desafios na área das artes.

Apenas este ano comecei a encarar a Arte de outra perspectiva, comecei a olhar em redor e a aperceber-me de que tudo o que nos rodeia está relacionado com certo género de expressão artística. Design de equipamento, design gráfico, arquitectura, pintura, escultura, existem em todo o lado, agora entendo que através da Arte é possível expressar sentimentos e opiniões. Encaro a Arte como um desafio constante, tenho de ter em conta diversos factores enquanto crio, expressar-me através dela tem muito que se lhe diga, tenho de ter em conta o público a quem me dirijo e se a mensagem chegará, fico fascinada e concretizada quando tal acontece.

Por fim, espero que com o decorrer dos anos obtenha ainda mais informações e conhecimentos, estarei sempre atenta e nunca irei abandonar esta área que se tornou paixão.

↓Marina Cristóvão

Sou espontânea e geralmente não faço grandes ponderações perante escolhas. Talvez se possa dizer que sou boa na arte do improviso.

Pode não ser um talento considerado inato, embora o considere como tal, pelo menos do meu ponto de vista. Coisas pré definidas ou encenadas não são o meu forte. Por vezes posso não ter qualquer controlo sobre a situação, o que acaba por ser negativa, mas geralmente, dou-me sempre bem. Talvez seja a sorte que caminha lado a lado com a minha pessoa, ou talvez não.

Não tenho uma arte definida. O meu talento não passa da tentativa de me expressar, da melhor maneira que conheço, sem revelar muito do meu íntimo. Por essa razão, no meu auto-retrato tentei expressar as minhas várias “caras”, escolhendo assim o Pop Art como área temática de trabalho devido à sua variedade de cores e tonalidades que concede diferentes características a uma só obra.

A meu ver, a arte é como libertadora de um ser sem forma, de alguém que de uma maneira ou de outra, vive no seu interior mas que pretende mostrar-se perante o mundo de uma maneira criativa e não abusiva do seu interior.

↓Marta Moura

Eu como persona artística considero-me na flor da evolução e do crescimento enquanto pessoa e artista.

Apesar de já ter explorado algumas das muitas técnicas mais exploradas na arte no básico da aprendizagem de pequenos artistas. Posso assim considerar que consegui dominar mais a técnica da colagem, de técnicas utilizando vitrais e abstractos.
Não deixando assim de ter vontade de me melhorar cada vez mais nessas áreas que considerei dominar melhor e evoluir.

Pretendo ainda conhecer e explorar outras áreas artísticas que me evoluam enquanto artista e enquanto pessoa.

As áreas artísticas que mais vontade e curiosidade que tenho de explorar, conhecer, ou caso já as conheça e tenha trabalhado com elas, melhora-las, são, pop arte, arte de rua, banda desenhada, caricaturas, escultura, arte de intervenção e a área em que me pretendo formar e doutorar, que será a área dos designs, mais especificamente o design industrial, que tem como fim a inovação e criação.

Por fim posso concluir que no fundo o que mais gosto e que considero mais importante no mundo das artes é a intervenção e de alguma forma mudar uma realidade rotineira á qual estamos habituados, resumindo a capacidade de inovar.

↓Raquel Salomão

A arte que mais me alicia é a pintura, não a considero a mais bonita, nem melhor que as outras artes, mas a que me deixa mais a vontade, a que me desperta mais interesse. Não vejo a pintura apenas pelo seu resultado final, figurativo ou expressivo, para mim é interessante ver o resultado final, mas mais que isso, o processo de criação. O movimento envolvido, os materiais, o próprio movimento do artista e a sua técnica são para mim igualmente importantes. Tenho pena de não podermos ver os próprios artistas a criarem as suas obras, pois só a pouco tempo se podem registar em filme. E os que tenho visto são muito interessantes, pois para além do artista frente ao suporte também nos mostram o seu lado pessoal e intelectual.

Por isso, como é possível constatar, a arte apaixona-me pela liberdade, pelo movimento, pelo conceito, pela ideia e pelo processo e pelo desafio. Já tive experiências em modelagem com plasticina, coisas simples que também me agradaram muito. Mas nunca é a mesma emoção. No entanto considero que um artista deve ser o mais eclético possível, e estou a tentar aprender o máximo possível por isso mesmo.

↓Rita Santos

Falando um pouco de mim, sou muito desorganizada, chata e gosto de estar em casa a dormir ou a ouvir musica. Um dia não sabia o que fazer e peguei no lápis e começei a desenhar, e assim descobri o meu caminho artistico.

Adoro desenhar mas uma das minhas grandes paixões que cresceu comigo é a fotografia. Quando ainda era pequena ofereceram um uma máquina fotografia de rolo no Natal. Passei horas da minha vida a fotografar todo o que aparecia a frente. Até os meus pais pedirem para eu parar pois já tinham gastado imenso dinheiro em rolos e pilhas.

Um dia gostava de ser fotografa profissional, andar com uma muchila nas costas a correr o mundo todo a fotografar as mais belas maravilhas do mundo e todo o tipo de animais.

Quando não estou com a máquina fotografica na mão, estou a ver revistas de decoração de interiores que também é uma das minha grandes paixões que me acompanha desde pequena, ser decoradora de interiores.

↓Sofia Brito

Como finalista do secundário e iniciante em trabalhos artísticos, considero a arte uma vivência pessoal onde podemos expressar e transmitir todas as nossas emoções e ideais.

Ao poder ser trabalhada e apresentada de várias formas e técnicas e variando de pessoa para pessoa torna-se complicado arranjar uma definição que consiga descrever tudo o que realmente esta implica e impossível encontrar uma pessoa que tenha facilidade e sucesso em todos os ramos desta, não existindo nenhum ser humano totalmente artista.

Os meus pontos fortes neste ramo são os que englobam criatividade e ao mesmo tempo regras, onde tenho que seguir os estilos, obras e pensamentos de alguém já reconhecido, pois tenho facilidade em integrar-me e compreender o estilo de cada um ambicionando com isto um dia conseguir criar o meu!

Desejosa por ser arquitecta, designer ou ilustradora espero conseguir transmitir algo novo e positivo com o meu trabalho.

O futuro não me assusta e o trabalho muito menos, sei que ainda tenho um longo percurso pela frente mas vou-me divertindo e explorando cada técnica consoante o meu estado de espírito e adquirindo cada vez mais matéria e experiência, pois essa é inesgotável.

O trabalho é o espelho do artista e andará sempre de braço dado com o próprio evidenciando o que ele é por dentro e por fora.

↓Stefan Olimpo

A arte é algo que nos permite expressar as nossas ideias e emoções das mais variadas formas. Aprendemos a observar, a analisar mas sobretudo a reflectir e criticar. Se pensarmos bem na evolução desde a arte rupestre, ao papel e até ao meio digital percebemos que não existe limites. Através da experiência artística desenvolvemos a imaginação e a criação, podemos alterar a realidade sempre que nos apetece e isso faz nos passar para outros patamares que sem a arte não seria possível, nem nos nossos sonhos.

Qualquer um pode ser artista, partindo do seu conhecimento concreto ou abstracto podemos criar a nossa própria obra, sem medo de errar ou sequer de pensar no que os outros vão dizer, porque o que representarmos será nosso e muitas das vezes só nós vamos perceber todo o seu significado.

Aquilo que pensamos e idealizamos na nossa cabeça é transmitido para o papel através das mãos, são a ponte de ligação da teoria á prática daí a sua importância. Para mim trata-se de um desafio, explorar e continuar a explorar, sabendo com toda convicção que não chegarei a uma barreira que não poderei ultrapassar, já que somos completamente livres de criar aquilo que seja, pessoalmente remete-me a inventar e recriar espaços alternativos, jogar com diferentes perspectivas e daí pensar que o meu futuro passará pela arquitectura.

↓Tania Couto

Descrever a nossa pessoa tanto a nível pessoal como artístico não é tarefa fácil, visto que é sempre mais fácil descrever os outros, mas no entanto só nós é que podemos falar verdadeiramente daquilo que somos.

Eu descrevo-me como uma pessoa com ideias fixas, mas no entanto em relação às artes a minha opinião mudou um bocado ao longo destes três anos. Comecei com expectativas em relação a esta área e a pouco e pouco fui ficando desmotivada e comecei a perder um bocado o interesse pelas artes no geral, no entanto, este ano foi o que achei mais produtivo a nível de conhecimentos e de trabalhos efectuados.

A minha experiência nesta área e principalmente neste ano, fez-me ver que como artista, gosto de ter as minhas opiniões e de levar até ao fim um projecto idealizado, mas no entanto não tendo muita confiança em mim mesma, acabo por depender sempre um bocado de opiniões paralelas.

No geral, penso que não saio deste ano sem conhecimentos nenhuns, até porque mesmo que não seja este o caminho que vá seguir, nem que o meu futuro passe pelas artes, o gosto pela arte e pela realização de trabalhos tanto a nível digital como a nível tradicional irá manter-se, visto que sempre tive gosto por esta área, apesar dos contratempos.

↓Vanesssa Alves

A arte é tão imensa, tão complexa que eu comparada com o que é a arte sou um ser simples, e ao pensar no que realmente é a arte acho que não me enquadro minimamente uma pessoa que faz arte, que se inspira, que cria e que se expressa através da pura inovação. Contudo, este meu ponto de visto começa a mudar aos poucos e começo a considerar-me uma pequena aprendiz da arte, não uma artista.

Pequena aprendiz porque sinto que apesar de ao longo destes três anos que estive em Artes Visuais aprendi imenso sobre arte comparando com aquilo que sabia, no entanto sinto que não aprendi nada se o comparar com tudo o que existe.

Posso assim dizer que o que faço neste momento não é arte, mas sim apenas um ensaio, os primeiros traços de um grande trabalho. Porém anseio um dia poder a chamar arte aquilo que irei realizar no futuro.

↓Vania Almeida

Em primeiro lugar, considero-me uma pessoa extremamente activa e comunicativa, não gosto de planear a vida nem aquilo que ela me dá, mas sim, viver um dia de cada vez sem pensar incessantemente no amanhã. Julgo que causa algumas incertezas desnecessariamente e não nos deixa aproveitar a vida como todos nós devemos e merecemos.

Contudo isto, considero a “minha” arte, uma arte espontânea, sem esboços ou grandes planos, é ter-mos uma ideia e concretiza-la no momento, sem pensar no que pode ou não resultar e à medida que nos vamos deparando com as dificuldades, resolve-las da forma mais simples e que mais nos agrada, porque existe solução para tudo.

Para mim, arte é mesmo assim, é como viver a vida. Sabemos que vamos encontrar dificuldades e obstáculos, mas quando tivermos de os encontrar encontramos e não é necessário procura-los porque eles aparecem sempre queiramos ou não, procuremos ou não procuremos.

↓Vasco Nunes

Eu sou uma pessoa simples, calma não gosto de arranjar confusões
com ninguém nem mesmo com a arte.
Normalmente gosto dos trabalhos que faço e a maioria no final ficam ou com o impacto pretendido ou mesmo com a idia que eu tenho ao inicio de como o trabalho vai ficar.
Nunca fui de me esforçar muito nos trabalhos faço o máximo possível, mas de maneira a que não tenha de chegar a um nível de cansaço que passe o razoável. (79palavras)
O que me possa inspirar? Talvez uma narina gigante, ou tudo o que me rodeia, posso passar muito tempo a olhar para algo e não me vem nada a cabeça, mas num dia até posso passar por essa coisa sem querer e surge-me uma ideia.
Dos pontos que referi em primeiro lugar foi a simplicidade, e de ser uma pessoa simples que está demonstrada na fotografia que escolhi pois é uma fotografia simples e não muito elaborada.
As cores também estão presentes nas foto porque na minha opinião se as cores não existissem o mundo seria muito mais chato e muito mais monótono.
A técnica preferida é a fotografia.

↓Carolina Cerqueira

Eu considero-me uma artista. Acho que sou uma pessoa que, se pudesse, transformava todos os meus pensamentos em peças artísticas para que todos pudessem apreciar, uma vez que a arte serve para isso mesmo, para expressar os nossos sentimentos e transmiti-los às pessoas de forma a cada uma as possa interpretar à sua maneira. Basicamente a arte, para mim, é um meio de comunicação entre o público e os artistas, e pretende fazer chocar a população com notícias ou realidades que muitas vezes nos passam despercebidos na televisão. Porque a vantagem que existe na arte, ao contrário dos media, é o facto de esta conter um grande impacto visual, e levar as pessoas a pensar naquilo que observaram.

A arte para mim é inata, é uma característica da minha personalidade que nasceu comigo e é talvez a que mais me define. Gosto de me expressar livremente e sem limites, de forma a puder criar a minha própria visão da realidade. E como todos os artistas gostariam, eu gostava de criar a minha utopia, o meu mundo perfeito, nem que seja apenas numa tela.

© Sala 17/ António Marques 2011