Casa de Teatro de Sintra; Periferias (16 e 17 de Março)

“Tudo e Nadas”

“Quando estreei a peça “Tudo e Nadas” fiquei com a sensação de que um dia mais tarde voltaria a (re)visitá-la. Tal nunca chegou a acontecer até agora, passados cinco anos.

“Tudo e Nadas” resultou de um processo de criação conjunto com a Maria Radich e a Catarina Ascenção que se desdobrou em diversas apresentações prévias e de excertos (“por aqui e por ali” no Porto ou“Zona de Rebentação” em Aveiro, Lisboa e Torres Vedras) e nas próprias apresentações públicas da peça em Almada e na Moita. Na altura questionava-me sobre a construção identitária de uma obra artística e estabelecia a relação com a própria construção identitária do artista que lhe dá vida. O verdadeiro artista…

Hoje sei que “Tudo e Nadas” nunca chegou a ter uma identidade verdadeira, mas acompanhou-me naquele momento. Razão suficiente para juntar os pedaços de tudo e dos nadas do passado, acrescentar o manifesto do presente e ensaiar uma nova obra.

Por tudo isto, “Tudo e Nadas. E agora nada.” é,sem sombra de dúvida, uma viagem ao percurso de uma mulher artista”.

Maria João Garcia, sobre “Tudo e Nadas.E agora nada”.

 

“Ñaque, Piolhos e Actores”

A bem humorada peça do dramaturgo contemporâneo espanhol José Sanches Sinisterra, que o encenador e diretor artístico do grupo, João Branco, viu pela primeira vez em São Paulo, no Brasil, no final dos anos 90, pelo Teatro Meridional, «fala do papel do ator na sociedade através dos tempos e do sentido de fazer-se teatro nos dias de hoje».

Com encenação de João Branco e direção plástica de Bento Oliveira, Ñaque, Piolhos e Atores foi estreada no Mindelo em junho de 2011 e apresentada em setembro na extensão à Cidade da Praia do 18º Mindelact, o mais importante festival de teatro de Cabo Verde.

A sinopse da peça conta que «Agostin Solano, faranduleiro de notável engenho, e Nicolau dos Rios, famoso representador, são dois atores medievais paupérrimos e de nomes pomposos, que caminham, perdidos no tempo, há 400 anos, e acabam por aportar em Cabo Verde, mais precisamente na cidade do Mindelo». Aí, «ao falarem das suas questões e dos problemas concretos da sua arte», mostram que, «ainda hoje, as questões e lutas dos artistas e do público são os mesmos».

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