CASA DE TEATRO DE SINTRA; “A Linguagem das Flores”

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A maternidade, o casamento, a religião, o papel social da mulher são temas estruturantes na obra de Frederico Garcia Lorca, e criaram um alerta para muitas hipocrisias da sociedade de sua época, que se mantêm mais ou menos matizadas, nos tempos que correm. Porém, a leitura dos textos mostra-nos uma actualidade de muitos sentimentos e situações, obriga-nos a uma reflexão profunda de nosso papel e do poder de transformação que podemos adquirir se assumirmos o conhecimento do que nos cerca.

Presenciamos a decadência da protagonista, quando nos certificamos que Dona Rosita não assumiu a vida como um projecto a ser construído de acordo com as circunstâncias, insistiu em não compreender as novas realidades e permaneceu costurando o enxoval do que esperava ser consumado. Perante diferenças entre o que é esperado e o que é vivido concretamente, como (re) agir? Noutra perspectiva, qual o paralelo que se pode fazer com a realidade que se vive em Portugal? Será que quem se acomoda, quem espera, nem sempre alcança?

d e f